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sexta-feira, 23 de maio de 2008

Heinze e os escorregões na Ética

O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) foi reeleito em 2006, para a Câmara Federal, com 205.734 votos. É o parlamentar representante da região e faz parte da bancada ruralista, defensor do agronegócio. Como bom político, está sempre presente nas bases, anunciando o produto do seu trabalho. E faz questão de divulgá-lo intensamente na mídia.

Em entrevista à Rádio Santiago, hoje pela manhã, ao jornalista Jones Diniz, no programa Olho Vivo, Heinze informou que estava na sede do Partido Progressista, em Santiago, reunido com presidentes de três Associações de Bairro, para comunicar que os recursos para a construção de creche no Bairro Lulu Genro já estão liberados, que vai ser uma creche-modelo, de primeiro mundo, chegando ao valor de R$ 1,3 milhão.

Nada demais revelar que do seu esforço parlamentar tem sido liberados recursos importantes para o Município. Porém, reunir-se com presidentes de Associações de Bairro na sede do Partido Progressista? Não teria sido mais ético e digno reunir-se com os presidentes dos Bairros e representantes da comunidade na Prefeitura Municipal? Depois se queixam das denúncias de que o PP aparelhou todas as entidades da sociedade civil organizada...

Em 2007, por ocasião da divulgação de liberação de emenda parlamentar referente ao Programa Minha Casa, Heinze protagonizou polêmica com o colega Vilson Covatti, que também reclamava a paternidade da emenda. Na oportunidade, também através da Rádio Santiago, declarou, ipsis letteris - Eu já mandei o dinheiro para o Chicão. Os recursos já estão na conta! Ora! como parlamentar experiente, deveria ter dito: - Os recursos decorrentes da emenda parlamentar já foram liberados pelo governo, estão disponíveis nos cofres do Município... Evitaria, com certeza, as diversas críticas que sofreu por falar uma linguagem de compadres.
São esses escorregões na Ética, também, que colaboram para denegrir a ação parlamentar perante a opinião pública.

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