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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Como será o hábito de ir ao médico nos próximos 10 anos

*Pronto para o exame? Passe o chip do plano de saúde no terminal da portaria. O mesmo chip guarda toda sua informação médica acumulada. Entre na câmara de diagnóstico. Tire a roupa. Deite-se. O ambiente é agradável. O médico está atrás do vidro espelhado. Zelando por você. O ambiente é relaxante - música, canto de passarinhos, barulho de água corrente. Imagens em 3D mostram paisagens de campos floridos...Deixe que a barra de leitura passe silenciosamente sobre seu corpo. Assim será um check-up em 2018.

O scanner vai varrer cada centímetro do seu corpo, registrando espessuras, densidades, composições de ossos, pulsação, pressão, músculos, nervos, órgãos, veias, artérias. Em 10 minutos o médico terá uma reprodução do seu interior em tamanho natural, num grande monitor. Dúvidas serão resolvidas em ampliações minuciosas, com milhões de cores e máximo detalhamento gráfico.
Na fase dois, você flutua num céu azul, ao som de Johann Sebastian Bach. Antes da picada você terá um anestésico aplicado sobre a dobra do braço. A agulha fina introduz nanomonitores, com dimensões de átomos, que se espalham pelo corpo, através do sangue, com a função de localizar falhas, feridas, vírus, bactérias, etc. Não se preocupe, os nanomonitores serão eliminados pela urina.
Pode se vestir agora porque o seu médico já tem um retrato completo de sua saúde, realizado através do computador. No terminal estão cada um dos seus problemas e cada uma das possíveis soluções.

A Medicina de 2018 é acima de tudo preventiva. Um check-up é feito a cada dois meses. As doenças são detectadas nos estágios iniciais e não têm mais tempo para se desenvolverem. Se ocorrer alguma anomalia, o seu médico vai discutir as opções com você.

Em 2018 só fica doente quem insistir em ficar. Hábitos suicidas como fumar, beber, consumir drogas ou ingerir gorduras em excesso estarão marginalizados. Cada pessoa carrega seu monitor individual de funções vitais, conectados via internet a centros médicos. Se aparece uma febre inesperada, uma mensagem de alerta é enviada ao monitorado, já com instruções clínicas.

A saúde em 2018 tornou-se responsabilidade dos médicos, mas tarefa dos computadores. E do próprio cidadão. E funciona! O doutor só aparece para monitorar os dados e interferir em casos específicos. É uma Medicina automática. E pensar que dez anos antes os verdadeiros autômatos eram alguns médicos sem coração que mandavam seus pacientes para a morte certa só porque ganhavam pouco dos convênios...
*Excerto de crônica de Dagomir Marquezi - "O doutor está em 2018", publicada na Revista Info, edição de maio de 2008.

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