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sábado, 31 de maio de 2008

Funai encontra índios isolados no Acre

As choças servem como dormitório e cozinha

Os índios empunharam armas contra o avião...

...e estavam pintados para a guerra
Os sertanistas da Fundação Nacional do Índio (Funai) anunciaram a descoberta de uma tribo indígena que vive isolada, no Acre, mais especificamente na fronteira do Brasil com o Peru. As fotos foram feitas entre 28 de abril e 2 de maio e divulgadas esta semana pela própria Funai, com o objetivo de chamar a atenção do mundo para o risco que correm algumas das últimas civilizações indígenas isoladas na selva brasileira. Madeireiros peruanos têm invadido a região, derrubam árvores e ameaçam as tribos de índios que vivem próximo ao rio Envira. Podem acabar com elas antes que o mundo as conheça, como costuma acontecer com milhares de espécies animais e vegetais da Amazônia.
O mundo parou para ver as fotos, feitas de um Cessna Skylane, que são destaque nos jornais e sites da internet dos Estados Unidos à Itália, da Inglaterra ao Extremo Oriente. A Região Amazônica possui 68 grupos indígenas isolados - de um total de cem que, estima-se, existem no mundo. A Funai desconhece a etnia a que etnia pertencem os índios. São três grupos e podem até ser de tribos diferentes. A possibilidade é que eles sejam das etnias pano ou aruak, que vivem na Amazônia e são de troncos indígenas diferentes. Eles vivem numa área de 630 mil hectares que abriga três reservas silvícolas.
As fotos que espantaram o mundo foram feitas pelo sertanista José Carlos Meirelles, que trabalha há 40 anos na Funai. O sertanista defende a reação dos índios, que dispararam flechas ao verem o avião. O contato com o mundo exterior tem se mostrado catastrófico para os índios brasileiros, que eram 5 milhões à época da chegada dos primeiros europeus e hoje somam 350 mil. A estratégia da Funai é garantir território para as tribos arredias aos brancos, mantendo-as isoladas para preservá-las dos perigos do contato com a sociedade urbana. Seguindo à risca essa política, em 12 anos a Funai só fez dois contatos físicos com índios isolados.

As fotos revelam que os índios estão pintados para a guerra, com corante vermelho (urucum) no corpo. Uma índia está pintada de preto (genipapo). Há cestos com algodão e mandioca e as malocas de moradia são cobertas de sapé.

Alguém acredita que os índios vão ficar isolados por muito tempo? A mídia não vai sossegar enquanto não conseguir registrar as tribos mais de perto.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

STF posiciona-se a favor das pesquisas com embriões

Acabou o julgamento sobre a constitucionalidade do uso de embriões humanos nas pesquisas científicas. O placar ficou em 8 x 3 ou 6 x 5? Cada um interpreta de uma forma o resultado do julgamento que decidiu sobre o uso de embriões humanos em pesquisas com células-tronco. O assunto causou discussão acalorada entre os ministros Celso de Mello e César Peluso.

Celso de Mello entende que o placar ficou 6 x 5. Seis votaram irrestritamente favoráveis às pesquisas. Dois votaram contra. E ainda três votaram a favor, mas com ressalvas. Mello conta os cinco últimos num balaio só. Para ele, se fez ressalva, foi contra.

César Peluso não quer ficar no campo minoritário. Bate o pé que o placar é 8 x 3. Segundo ele, seu voto e o do presidente do STF, Gilmar Mendes, são a favor da Lei de Biossegurança e suas ressalvas nada impedem as pesquisas.

Gilmar Mendes, presidente do STF, entende que nenhum ministro foi totalmente contra as pesquisas. E que o placar deveria contar como 6 x 5 - seis totalmente favoráveis e cinco favoráveis com restrições.

Na prática, a diferença é que as restrições impostas pelos ministros Eros Grau, Menezes Direito e Ricardo Levandowski impedem as pesquisas. E as sugeridas por Peluso e Gilmar Mendes, não.

O importante é que a maioria julgou totalmente improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade e posicionou-se a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias, resumiu o presidente Gilmar Mendes.

Agora é esperar que a ciência siga o seu caminho e consiga encontar soluções adequadas para minorar o sofrimento e recuperar a saúde de tantas pessoas que aguardam, ansiosamente, uma perspectiva que melhore a sua qualidade de vida.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Adiada a criação da CSS

Foi adiada para a próxima terça-feira, 03 de junho, a votação da emenda ao projeto que recria a CPMF, agora chamada de Contribuição Social para a Saúde (CSS). O líder do PT, Maurício Rands (PE), pediu o adiamento da votação. Ele argumentou ainda não ter chegado a um consenso em torno do texto da CSS.
Porém o motivo real foi a pequena margem de votos já comprometidos à aprovação da matéria. A base aliada contaria com 275, folga considerada pequena, diante dos 257 votos necessários.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

A polêmica das células-tronco embrionárias

O Supremo Tribunal Federal tornou-se palco de uma importante decisão para os destinos da pesquisa científica brasileira. O voto da corte, que julga Ação Direta de Inconstitucionalidade proposta pelo Procurador-Geral da República, Cláudio Fontelles, vai decidir sobre a possibilidade de utilização de células-tronco embrionárias para pesquisas. A matéria é polêmica e os votos estão divididos.

O julgamento começou em março último, ocasião em que votaram favoravelmente os ministros Ellen Gracie Northfleet e Carlos Ayres Britto. A sessão foi interrompida por pedido de vistas do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Hoje recomeçaram os trabalhos. Já votaram pela constitucionalidade da matéria os ministros Joaquim Barbosa e Cármen Lúcia. Posicionaram-se contra, Menezes Direito, Ricardo Lewandowski, Eros Grau e Cesar Peluso.

O julgamento foi interrompido e recomeça amanhã, às 14h, quando votam os ministros Celso de Mello e Marco Aurélio Mello. O presidente do STF, Gilmar Mendes, só vota em caso de empate. Por ora, a votação está empatada: 4 x 4
A discussão gira em torno da utilização de embriões descartados para a fertilização in vitro, após três anos de armazenamento. As opiniões contrárias à utilização dos embriões para pesquisa entendem que nessa altura do processo já há vida humana, que precisa ser preservada em sua dignidade. Posição diferente têm os defensores da idéia, que apostam na utilização dos embriões, que podem transformar-se em diferentes tecidos humanos e auxiliar na cura de doenças degenerativas como Mal de Alzheimer e Mal de Parkinson, entre outras.

Tolerância Zero!

Vem aí tolerância zero para com o motorista flagrado com vestígios de álcool no sangue. É zero mesmo, segundo matéria aprovada ontem no Congresso.
A norma legal torna mais rigorosas as penas para os motoristas que dirigirem depois de consumir álcool, mesmo que não se envolvam em acidentes. Quem for flagrado com qualquer índice de álcool no sangue estará sujeito a pagamento de multa e retenção da Carteira Nacional de Habilitação por um ano. Se o índice estiver acima de 0,6 grama por litro de sangue, o infrator ficará sujeito a prisão de 6 meses a 3 anos.
O motorista embriagado que se envolver em acidente com morte poderá ser processado por homicídio doloso (pena de 6 a 20 anos de prisão) e não mais por homicídio culposo com agravante, que previa pena máxima de 6 anos. A mudança foi aprovada pelo Senado e mantida na Câmara dos Deputados.

Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são?

Ataliba de Lima Lopes, Antônio Manoel Gomes Palmeiro e Márcio Brasil são os três novos autores da série de escritores santiaguenses contemplada pelo projeto Santiago do Boqueirão, seus poetas quem são?, coordenado pela Professora Rosane Vontobel Rodrigues, da URI Santiago. O lançamento das obras e a sessão de autógrafos acontecem às 19h30min do dia 03 de junho, terça-feira, no Salão de Atos da URI, prédio 4.

No programa também a Exposição Rostos e Palavras da Terra dos Poetas, um esquete teatral: Prosa, Poesia... e uma Surpresinha, a cargo do teatrólogo Renato Polga (SMEC) e apresentação de dança do Grupo Gente da Terra, integrante do Piquete Irmãos Sagrilo.

POESIA: Ataliba de Lima Lopes é uma talento internacionalmente reconhecido, direto da Florida para o mundo. Poeta admirável, sensível, que traduz como poucos as belezas da nossa terra e da nossa gente em seus versos campeiros. É campeoníssimo em festivais nativistas e conceituado comunicador de programas radiofônicos de cunho gauchesco. Seus temas principais são ligados à natureza, ao amor pela terra, à preocupação com os valores do povo gaúcho.

CRÔNICA: Antônio Manoel Gomes Palmeiro, mais conhecido por Barbela, é um cronista do cotidiano, por excelência, também poeta e ficcionista. Apodera-se com raro talento e fina ironia de temas atuais e fatos passados para contar a história de Santiago. É cronista do jornal Expresso Ilustrado, onde escreve semanalmente há vários anos; é radialista e tem várias obras publicadas.

CONTO: Márcio Brasil é um jovem talento que incursiona com maestria nas várias instâncias da literatura. Contista e cronista dos bons. Prefere temas intimistas, que discutem o Ser e suas idiossincrasias, além de temas do cotidiano viver seu e de cada um. Fotógrafo de mão cheia, tem as lentes da sensibilidade para captar beleza nas imagens que registra. É cronista do jornal Expresso Ilustrado e também exercita o seu dom no espaço dos blogs, na internet.

O nome agora é CSS

Para facilitar a recriação na prática da CPMF, a base aliada do governo precisou achar uma brecha na Constituição para aprovar a volta da contribuição (rejeitada por 45 votos a 34 pelo plenário do Senado em dezembro de 2007) por meio de Projeto de Lei (PL) e não por Proposta de Emenda à Constituição (PEC). A diferença é na contagem de votos.

No primeiro caso seriam necessários apenas 50% mais um voto dos presentes na sessão para ressuscitar o tributo. No segundo, 60% dos 513 deputados teriam de estar presentes e votar a favor.

Agora, a base aliada tenta facilitar o acolhimento do imposto também no campo psicológico! A solução: trocar o nome Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) por Contribuição Social da Saúde (CSS).

A idéia de recriar a CPMF surgiu como alternativa para financiar a Emenda 29, projeto que será colocado em votação hoje na Câmara dos Deputados e fixa valores que União, Estados e Municípios devem investir em Saúde. O projeto prevê R$ 23 bilhões a mais que o governo terá de investir no setor nos próximos quatro anos. A nova CPMF, ou melhor, CSS, com alíquota menor, de 0,1% (contra 0,38% da que foi rejeitada em dezembro), serviria exclusivamente para financiar o novo gasto. Serviria?

Atenção, candidatos: PEC aumenta em 7 mil o número de vereadores

Foi votado votado na Câmara dos Deputados, na noite de ontem, um projeto que redefine o número de vereadores que cada município poderá eleger a partir da próxima eleição municipal, no dia 5 de outubro. É a Proposta de Emenda à Constituição 333/2004, mais conhecia como PEC dos Vereadores. No total serão 7 mil novas vagas para vereadores nas cinco regiões do país.

De autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), o projeto estabelece o número de vereadores que cada município pode eleger considerando as faixas populacionais de cada lugar. Ao todo, são 24 categorias.
Por exemplo: Pela PEC, cidades com até 15 mil habitantes elegerão nove vereadores; de 15 a 30 mil habitantes - 11 vereadores; de 30 a 50 mil - 13 vereadores (o caso de Santiago, que tem 49.558 habitantes, segundo o Censo do IBGE); de 50 a 80 mil - 15 vereadores; de 80 a 120 mil habitantes - 17 vereadores; de 120 a 160 mil - 19; de 160 a 300 mil - 21; de 300 a 450 mil - 23 vereadores; de 450 a 600 - 25 vereadores; de 600 a 750 mil - 27; de 750 a 900 mil - 29; de 900 a 1,05 milhão - 31; de 1,05 milhão a 1,2 milhão - 33 vereadores; de 1,2 milhão a 1,3 milhão - 35; de 1,3 milhão a 1,5 milhão - 37; de 1,5 milhão a 1,8 milhão - 39 vereadores.
Os municípios com população entre 1,8 milhão a 2,4 milhões terão 41 vereadores; de 2,4 milhão a 3 milhões - 43 vereadores; de 3 a 4 milhões de habitantes - 45 vereadores; de 4 a 5 milhões - 47; de 5 a 6 milhões - 49; de 6 a 7 milhões - 51; de 7 a 8 milhões - 53 e com mais de 8 milhões de habitantes, 55 vereadores.

Presidente da Frente Parlamentar Municipalista e relator da matéria, o deputado Vitor Penido (DEM-MG) propôs, ainda, outra mudança a ser aprovada na emenda. Apesar de aumentar o número de vereadores no País, Penido quer diminuir o que se gasta com eles.

Ele sugere que o repasse médio que as prefeituras são obrigadas a repassar anualmente aos órgãos legislativos municipais diminua de 3,08% para 2,87%. Segundo as contas de Penido, isso representaria uma economia de R$ 1,2 bilhão aos cofres da União. A estimativa do Instituto Brasileiro da Administração Municipal (Ibam) é de que o País gaste R$ 5,3 bilhões por ano com os vereadores.

A PEC dos Vereados é uma forma de revogar uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que, em 2004, reduziu o número de vereadores de 60.276 para 51.875. O que, segundo o autor da matéria, causou muitas "distorções" na distribuição de vagas por Estado.

Se a matéria não for aprovada pela Câmara e pelo Senado até o dia 30 de junho, caberá ao TSE determinar a quantidade de cadeiras que estarão em jogo no dia 5 de outubro.
A PEC foi aprovada por 419 votos a oito, com três abstenções. Segue agora para apreciação do Senado, onde precisará de 47 votos para ser aprovada. Depois volta para votação em segundo turno na Câmara e novamente no Senado.

terça-feira, 27 de maio de 2008

Aniversário do Expresso Ilustrado e o livro de João Lemes

Participei, na noite de sábado, 24, do evento festivo em comemoração aos 15 anos do jornal Expresso Ilustrado e do lançamento do livro de João Lemes, seu editor, - 20 anos de jornalismo - João Lemes - Autobiografia de um autodidata. Foi uma festa muito bonita, de decoração primorosa, em que se sobressaiu a qualidade das pessoas presentes, representantes de todos os setores das comunidades santiaguense e regional, comprovando o sucesso empresarial em que se constitui o jornal Expresso Ilustrado, ancorado pelo espírito empreendedor de seus diretores - João Lemes, Sandra Siqueira e Suzana Lemes.

Tive o prazer que conviver semanalmente, durante seis anos, com o pessoal do jornal Expresso Ilustrado, enquanto atuei como assessora de comunicação da ACIS e depois, do CES, tempo em que contei com a colaboração preciosa de Mário Siqueira Júnior, Sidnei Garcia e Márcio Brasil, sempre atenciosos, compreensivos e competentes, para a montagem da página que as entidades empresariais mantinham no jornal. Foram anos de aprendizado e de convivência harmoniosa, em que pude perceber a evolução do empreendimento e a sua consolidação, mercê de um trabalho planejado e executado com seriedade.

Ainda não acabei de ler o livro de João Lemes, mas posso dizer que é o impressionante registro de uma época importante para Santiago e para a região, contado por um profissional habilidoso, que lutou para sobreviver e construir a sua empresa; proporciona trabalho para muitas pessoas e a vê consolidada e prestigiada pela comunidade. Nem sempre concordo com o pensamento de João Lemes, mas o respeito e o admiro. O documento tem edição e impressão primorosas, além de contar belíssimas histórias de vida e significar, com certeza, a catarse que provoca a maturidade pessoal e profissional de seu autor, uma corajosa volta no tempo que expõe sua intimidade, atitudes e ações.

sábado, 24 de maio de 2008

À procura de um sentido para a vida

"Na definição de Carlos Heitor Cony, todo ser humano é um poeta-trágico. Um claro-escuro. Poeta, porque iluminado pelo senso de beleza; trágico, porque ensombrecido pela consciência do próprio fim.

Se o primeiro nos concede alegria pela fruição estética da vida, o outro nos impregna de tristeza, pelo sentimento de que nos falava Miguel Unamuno, ao sabermos de nossa transitoriedade neste mundo.

Mesmo aqueles que armados pela fé, vislumbram vida além-túmulo, mesmo para esses, a esperança do renascimento não alivia de todo a certeza da finitude da sua passagem terrena.
Por isso, buscamos desesperadamente um sentido para a vida, a se traduzir num projeto profissional ou afetivo, que infunde relativa conformação com a morte, ainda assim indesejada, mas aceita, quando missão auto-imposta a ser cumprida".
(Jefferson Péres em discurso pronunciado no Congresso, em 28 de abril de 1999, por ocasião do primeiro aniversário da morte do deputado Luiz Eduardo Magalhães, filho do então senador Antonio Carlos Magalhães.)

Jefferson

*Do talento e da sensibilidade do Amarildo

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Perda

Perda. Grande perda. Faleceu, hoje pela manhã, o senador amazonense Jefferson Péres (PDT). Um homem notável, íntegro, que viveu e exerceu todos os seus mandatos políticos com decência, competência e dignidade. Nunca cedeu às tentações do poder que era, para ele, apenas um instrumento de luta pelo bem-comum.

A propósito dessa circunstância, lembrei do prefácio do livro Por quem os Sinos Dobram, de Ernest Hemingway, com texto do poeta inglês Jonh Donne:

Nenhum homem é uma ILHA isolada, cada homem é uma
partícula do CONTINENTE, uma parte da TERRA. Se um
TORRÃO é arrastado para o MAR, a EUROPA fica
diminuída, como se fosse um PROMONTÓRIO,
como se fosse o SOLAR dos teus AMIGOS ou
o TEU PRÓPRIO; a MORTE de qualquer homem ME diminui, porque
sou parte do gênero HUMANO.
E por isso não me perguntes
por quem os sinos dobram; eles
dobram
por ti.

Heinze e os escorregões na Ética

O deputado federal Luis Carlos Heinze (PP-RS) foi reeleito em 2006, para a Câmara Federal, com 205.734 votos. É o parlamentar representante da região e faz parte da bancada ruralista, defensor do agronegócio. Como bom político, está sempre presente nas bases, anunciando o produto do seu trabalho. E faz questão de divulgá-lo intensamente na mídia.

Em entrevista à Rádio Santiago, hoje pela manhã, ao jornalista Jones Diniz, no programa Olho Vivo, Heinze informou que estava na sede do Partido Progressista, em Santiago, reunido com presidentes de três Associações de Bairro, para comunicar que os recursos para a construção de creche no Bairro Lulu Genro já estão liberados, que vai ser uma creche-modelo, de primeiro mundo, chegando ao valor de R$ 1,3 milhão.

Nada demais revelar que do seu esforço parlamentar tem sido liberados recursos importantes para o Município. Porém, reunir-se com presidentes de Associações de Bairro na sede do Partido Progressista? Não teria sido mais ético e digno reunir-se com os presidentes dos Bairros e representantes da comunidade na Prefeitura Municipal? Depois se queixam das denúncias de que o PP aparelhou todas as entidades da sociedade civil organizada...

Em 2007, por ocasião da divulgação de liberação de emenda parlamentar referente ao Programa Minha Casa, Heinze protagonizou polêmica com o colega Vilson Covatti, que também reclamava a paternidade da emenda. Na oportunidade, também através da Rádio Santiago, declarou, ipsis letteris - Eu já mandei o dinheiro para o Chicão. Os recursos já estão na conta! Ora! como parlamentar experiente, deveria ter dito: - Os recursos decorrentes da emenda parlamentar já foram liberados pelo governo, estão disponíveis nos cofres do Município... Evitaria, com certeza, as diversas críticas que sofreu por falar uma linguagem de compadres.
São esses escorregões na Ética, também, que colaboram para denegrir a ação parlamentar perante a opinião pública.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Novos tributos em estudo...

Partidos governistas estudam agora reforma do DPVAT - Seria fonte adicional à CPMF e ao IPI de fumo e bebida. Cogita-se cobrar adicional de R$ 60 ao ano, por veículo. Proposta será levada ao ministro da Saúde na próxima segunda-feira.

Sem alarde, o consórcio partidário que apóia Lula no Congresso começou a estudar uma nova fonte para a vitamina financeira que se deseja injetar no orçamento da Saúde. Foi à mesa de negociações o DPVAT. Trata-se do seguro obrigatório que os motoristas pagam todo ano quando têm de licenciar os seus veículos. Estão em discussão duas alternativas: o remanejamento da distribuição do dinheiro do DPVAT e até um reajuste no preço do seguro.

Criado em 1974, o
DPVAT visa assegurar às vítimas de acidentes de trânsito indenizações por morte ou invalidez e o ressarcimento de despesas médicas. Um pedaço do seguro (45%) já é destinado, desde 1991, ao FNS (Fundo Nacional de Saúde).

No ano passado, a cobrança do DPVAT resultou na coleta de R$ 3,722 bilhões. Desse total, R$ 1,675 bilhão foi às arcas do FNS, gerido pelo ministério da Saúde. Tenta-se agora aumentar esse bolo.

Primeiro, vai-se analisar a hipótese de elevar o percentual do seguro destinado à Saúde, remanejando verbas que destinadas a outros fins. No limite, cogita-se incluir no projeto de lei que regulamenta a Emenda 29 um aumento nos preços do seguro.

Autor da proposta que tonifica as verbas da Saúde em cerca de R$ 20 bilhões até 2011, o senador Tião Viana (PT-AC), falou sobre a hipótese de remanejamento: Isso seria o ideal. Veremos se há margem.

Viana já faz as contas para um eventual reajuste: Há hoje no Brasil cerca de 50 milhões de carros. Estima-se que 230 mil novos veículos entram em circulação todos os meses. Imaginamos acrescentar ao preço do DPVAT até R$ 5 por mês para cada veículo.

O senador prossegue: Considerando-se o número de veículos, daria uma arrecadação extra de R$ 60 por carro. O que poderia resultar num adicional de cerca de R$ 8 bilhões anuais. Dinheiro que iria integralmente para a Saúde.

O eventual reajuste de R$ 60 transformaria o DPVAT numa conta salgada: Hoje, os donos de carros particulares, táxis e veículos de aluguel pagam R$ 84,55 por ano. Passariam a pagar R$ 144,55. Se forem chamados a contribuir, donos de ônibus, microônibus e lotações, teriam o seguro majorado de R$ 379,39 para R$ 439,39. Proprietários de motos veriam a conta saltar dos atuais R$ 254,16 para R$ 314,16.

Deve-se ao deputado Fernando Melo (PT-AC) a idéia de adicionar o DPVAT no caldeirão em que já se misturam as idéias de ressurreição da CPMF e de elevação do IPI de cigarros e bebidas alcoólicas. Procurado pelo colega, Tião Viana telefonou para o ministro José Gomes Temporão (Saúde). Alcançou-o pelo celular, em Genebra. Ávido por recursos, Temporão gostou da idéia. De volta a Brasília, na segunda-feira (26), vai receber o detalhamento da proposta.

Simultaneamente, o líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), mobilizou a assessoria legislativa. Encomendou estudo sobre o destino atual das verbas do DPVAT e sobre a viabilidade do reajuste. A equipe de Temporão ajudará na coleta de dados. Segundo Tião Viana, dependendo do montante que for possível angariar pela via do DPVAT, pode-se reduzir a alíquota da nova CPMF.

No momento, cogita-se uma CPMF de 0,10%. Que resultaria em receita de cerca de R$ 10 bilhões. Viria não por emenda constitucional, mas no corpo do próprio projeto de Tião Viana, uma lei complementar. Algo que, se aprovado, deve levar a neo-CPMF à barra dos tribunais. É
inconstitucional, opina Everardo Maciel, ex-secretário da Receita. O mérito da lei complementar é duvidoso, comenta o advogado tributarista Ives Gandra Martins.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Pérolas

Em época de CPI's intermináveis, que pouco investigam porque não há interesse em descobrir a verdade ou a tramóia é tanta que não há como aclarar os acontecimentos, os investigados nem se dão ao trabalho de preparar uma defesa convincente, tão certos estão da impunidade. Assim, vamos acumulando uma coleção de pérolas nas respostas que são dadas durante as sessões que, além de ferirem o vernáculo e a nossa capacidade de raciocínio lógico, atingem profundamente todos os cidadãos brasileiros, pelo cinismo e deslavada cara-de-pau dos depoentes.
Eis algumas preciosidades:

Não tenho memória nem consciência de ter mandado o dossiê para André.
(José Aparecido Nunes, ex-chefe da Secretaria de Controle Interno da Casa Civil da presidência da República, em depoimento, ontem, na CPI do Cartão Corporativo).

Eu não pedi dinheiro nenhum. Eu peguei o dinheiro e guardei.
(Maurício Marinho, ex-chefe de departamento dos Correios, filmado recebendo de um empresário propina de R$ 3 mil.)
Minha assessora esteve no Brasília Shopping para ir ao neurologista.
(Ex-deputado Paulo Rocha, do PT paraense, ao justificar saques de R$ 620 mil das contas do publicitário Marcos Valério, um dos cérebros do mensalão, feitos por uma assessora dele na agência do Banco Rural, no Brasília Shopping. Na época, Rocha renunciou ao mandato para escapar da cassação. Foi reeleito.)

Tenho certeza absoluta de que não existe esse cheque, a não ser que ele seja um artista muito grande e que tenha produzido esse cheque.
(Severino Cavalcanti, ex-presidente da Câmara dos Deputados, dois dias antes de aparecer o cheque no valor de R$ 7,5 mil com o qual o empresário Sebastião Buani pagou o cartão de crédito dele. Severino renunciou ao mandato. Tentou se reeleger e não conseguiu. Lula disse recentemente que ele foi uma vítima das elites.)

Tinha tomado umas caninhas. Minha capacidade de discernimento estava baixa.
(Vladimir Poleto, ex-assessor de Palocci, ao negar entrevista que deu à VEJA sobre dólares cubanos escoltados por ele e entregues a Delúbio Soares para a campanha de Lula.)

Não o conheço. Estive com ele duas vezes e o cumprimentei sem saber quem era.
(Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, sobre Vladimir Poleto, que dirigiu mais de uma vez o carro que o levou à alegre mansão alugada em Brasília pela turma da República de Ribeirão - ex-assessores de Palocci na prefeitura daquela cidade.)

Sobre essa entrevista, eu não sei mais onde está a verdade. Não sei o que é verdade no que falei. Não sei mais de onde tirei isso.
(Sílvio Pereira, ex-secretário-geral do PT, a respeito da entrevista gravada de oito horas que concedeu ao jornal O Globo.)
Ao que eu saiba, não sei.
(Vladimir Poletto, ex-assessor do ex-ministro Antônio Palocci, em depoimento na CPI dos Correios.)
Eu não sabia, fui traído.
(presidente Lula, sobre o mensalão.)

terça-feira, 20 de maio de 2008

Saramago aprova filme de Meirelles

O cineasta brasileiro Fernando Meirelles concorda com a crítica, que classifica o filme Blindness, adaptação do romance Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago – como apocalíptico. A perda da visão leva a civilização ao colapso, o filme revela esse caos, comenta o cineasta. Mas há uma reaproximação, uma afetividade que se cria entre a família formada pelas personagens, que mostra otimismo, aponta Fernando Meirelles.

Blindness abriu o 61º Festival de Cannes esta semana. O realizador veio a Lisboa apresentá-lo ao Nobel de Literatura de 1998. Estava mais ansioso por ouvir Saramago do que Cannes, revela Meirelles, em visita à mostra José Saramago: a Consistência dos Sonhos, no Palácio da Ajuda.

Saramago diz tratar-se de um grande filme, com espaço para a reflexão, sublinhando ter gostado muito, independentemente da relação direta com o romance. Em especial a cena em que nove mulheres em fila indiana passam atrás de uma janela. Talvez possam ser tomadas como a representação da história do destino das mulheres, pondera o escritor.

Eu recomendo...

Ensaio sobre a Cegueira
José Saramago
Companhia das Letras

Um motorista subitamente fica cego enquanto está parado em um sinal vermelho. Com uma pequena diferença: ele não mergulha numa total escuridão, mas sim numa cegueira leitosa, completamente branca. A partir daí, a cegueira vai contaminando outras pessoas como que num ciclo, começando por ele e seguindo através das pessoas que mantiveram contato com ele, desde o seu médico, passando pela mulher dele, os pacientes, até que se torna uma epidemia misteriosa. Todos os cegos são confinados em locais abandonados e fechados, sob as ordens dos que ainda conservavam a sua visão. Diante desse cenário, quem enxergava tornava-se uma autoridade, estabelecendo de que forma os cegos deveriam se comportar.

Apesar da "epidemia" chegar a um grau tão extenso, acabando por atingir toda a população do local, a mulher do médico é a única pessoa que ainda consegue enxergar e assim registrar todo o horror e provação que os cegos enfrentam. Observando o comportamento deles a partir do fato e o modo como se relacionam uns com os outros, ela conclui que as pessoas tornam-se realmente quem elas são, a partir do momento em que não podem julgar a partir do que vêem.

Existe no Ensaio sobre a Cegueira
uma diferença sutil entre as atitudes de olhar e de ver. O olhar no sentido de percepção visual, uma conseqüência física do sentido humano da visão. O ver como uma possibilidade de observação atenciosa, de exame daquilo que nos aparece à vista. Provavelmente é nesse sentido que o autor traz como epígrafe do livro a frase: Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara. O reparar, portanto, não é nada mais do que se libertar da superficialidade da visão para aprofundar o interior do que é o homem e, finalmente, conhecê-lo.

Nesse sentido, a narrativa promove um jogo entre desumanização e humanização ao trazer passagens que descem aos mais baixos extremos da barbárie, mas, sempre atentando para momentos de solidariedade e de compaixão, ou seja, para momentos em que o reparar se torna fundamental.

A não localização geográfica e a falta de demarcação temporal presentes em Ensaio sobre a Cegueira ampliam a abrangência da narrativa, pois a cidade fictícia pode ser uma representação de qualquer cidade onde imperam as contradições imanentes ao capitalismo avançado. Através dessa falta de referência espácio-temporal e do jogo entre desumanização e humanização presente na narrativa, Saramago convida o leitor a uma revisão de valores e a uma tomada de consciência a respeito da situação do homem enquanto cidadão do mundo. Isso porque, na destruição da barbárie, é possível haver humanização por meio do resgate da memória, da solidariedade e por meio também da libertação das máscaras sociais, que alienam e aprisionam.

Governadora Yeda Crusius nomeia 768 novos policiais militares

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), assinou ontem, segunda-feira, a nomeação de 768 policiais militares, zerando com isso o banco de concursados da Brigada Militar e abrindo a possibilidade de realização de novo concurso público. Desde janeiro de 2007, 3.468 concursados foram chamados pelo governo do Estado, através da Secretaria da Segurança Pública. Desses, 600 contratados como salva-vidas temporários. Na quinta-feira passada, Yeda Crusius também assinou a nomeação de 244 novos inspetores formados pela Academia de Polícia Civil (Acadepol), além de garantir promoções a delegados, comissários, inspetores e escrivães.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

The New York Times questiona a soberania do Brasil na Amazônia

Uma reportagem publicada nesse domingo no jornal norte-americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil. No texto intitulado "De quem é esta Floresta Amazônica, afinal?", assinado pelo correspondente do jornal, no Rio de Janeiro, Alexei Barrionuevo, o jornal diz que "um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território".

O jornal cita o ex-vice-presidente norte-americano Al Gore que, em 1989, disse que "ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós".
O texto condena, ainda, a postura do presidente Lula, que tenta aprovar uma Lei que restringe o acesso à Amazônia, "impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para os brasileiros".

Certamente, essa discussão foi redescoberta devido à saída da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, reconhecida internacionalmente por sua defesa à Floresta Amazônica. As últimas declarações da ex-ministra sobre a iniqüidade do governo Lula quanto às questões ambientais, em especial em relação à Amazônia, voltam a colocar em xeque a soberania brasileira e de alguns países da América do Sul sobre a floresta.

O artigo do jornalista Alexei Barrionuevo conclui: "É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição."

Interessados em ler o artigo na íntegra (em inglês), basta acessá-lo através do link abaixo, oficial do jornal americano: http://www.nytimes.com/2008/05/18/weekinreview/

domingo, 18 de maio de 2008

Salva-vidas

Bafômetro eletrônico na discoteca Le Castel, em Nantes

Esta semana, na França, país onde as bebidas alcoólicas, sobretudo o vinho, são consideradas produto social, cultural e mesmo um alimento, o governo criou um decreto que obriga a instalação de bafômetros eletrônicos em 45.000 bares, discotecas, restaurantes que ficam abertos até ou além das 2 horas da madrugada.

A medida é inédita no planeta e entra em vigor em janeiro de 2009. Para os padrões brasileiros parece pouco um fim de semana quando se registra 19 mortes em acidentes de carros devido ao consumo de álcool. Pois bem, na França o fato foi suficiente para o ministro dos Transportes, Jean-Louis Borloo, cuja fama é de ser bom de copo, anunciar a possibilidade de se conhecer o nível de alcoolemia antes de pegar no volante. Os consumidores não são obrigados a fazer o teste que mede a concentração de álcool no sangue, mas podem se prevenir da surpresa de serem flagrados alcoolizados pelo guarda de trânsito. E claro, evitar de figurarem em uma estatística macabra: uma em cada três mortes no trânsito tem como origem a embriaguez do motorista. A luta do governo francês contra o consumo de álcool prevê proibir a venda de bebidas nos postos de gasolina.

Também já é possível comprar carros com a opção de um bafômetro eletrônico - 135 euros nos carros da Renault e 99 euros nos da Citroën. Mas a auto-avaliação do motorista parece ter seu futuro comprometido na indústria automobilística. A Volvo lançará modelos que travam a ignição caso o painel de controle detecte 0,05 gramas de álcool por litro de sangue. A Toyota trabalha no projeto de um sistema que mede o teor alcoólico no sangue do motorista através da transpiração da palma da mão. O sensor fica no câmbio de marchas. O telefone celular LP4100 da LG, equipado com um bafômetro eletrônico, já vendeu mais 30.000 unidades na Coréia do Sul. E estará à venda na França no segundo semestre deste ano.
E no Brasil, o que está sendo feito, efetivamente, para diminuir as mortes por acidentes de trânsito em que está envolvido o consumo de álcool? Até agora, nada, já que a cada tentativa, entra em campo o corporativismo e aniquila as ações.

Zélia Gattai

Faleceu ontem, aos 91 anos, a escritora Zélia Gattai. Filha e neta de imigrantes italianos, memorialista, romancista e fotógrafa, nasceu em São Paulo, em 2 de julho de 1916. Filha de Angelina Da Col e Ernesto Gattai, ambos italianos. Seu pai fazia parte do grupo de imigrantes políticos que chegou ao Brasil no fim do século XIX, para fundar a célebre "Colonia Cecília" - tentativa de criar uma comunidade anarquista na selva brasileira. A família de sua mãe, católica, veio para o Brasil após a Abolição da Escravatura para trabalhar nas plantações de café, em São Paulo.

Aos vinte anos, casou-se em São Paulo com o intelectual e militante do Partido Comunista, Aldo Veiga, com quem teve seu primeiro filho, Luiz Carlos. O casamento a aproximou de renomados intelectuais: Oswald de Andrade, Lasar Segall, Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Rubem Braga, Vinicius de Moraes, entre outros. Em 1938, seu pai, Ernesto Gattai, foi preso pela Polícia Política e Social de São Paulo, durante o Estado Novo, o que fez Zélia se tornar cada vez mais atuante na vida política.
Em 1945, separou-se de seu primeiro marido e conheceu Jorge Amado, durante o I Congresso de Escritores. Após um período de trabalho, militância e flerte, Jorge confessou seu amor por Zélia e os dois decidiram viver juntos. No ano seguinte, mudaram-se para o Rio de Janeiro, após o ingresso de Jorge na Assembléia Constituinte. Em 1948, Jorge e Zélia foram exilados e viveram na Europa por cinco anos. Nesse ínterim, nasceu Paloma, segunda filha do casal, natural de Praga. Neste período, o casal participou intensamente da vida cultural européia, ao lado de personalidades como Pablo Neruda, Nicolás Guillén, Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Paul Éluard, Picasso e Fréderic Curie.

No início da década de 1960, o casal mudou-se para Salvador, Bahia, bairro do Rio Vermelho. Em 1978, Jorge e Zélia, após 33 anos de vida em comum, oficializaram a união.

Um ano após a mudança para a Bahia, aos 63 anos, Zélia lançou seu primeiro livro, o romance Anarquistas, Graças a Deus, um relato da vida dos imigrantes italianos na São Paulo do começo do século. Filha de imigrantes italianos que chegaram a São Paulo no começo do século, Zélia conta histórias da sua família, composta por anarquistas que pregavam a fundação de uma sociedade sem leis, sem religião ou propriedade privada, em que mulheres e homens tivessem os mesmos direitos e deveres. Como pano de fundo, a descrição do cotidiano de uma cidade em desenvolvimento.

Em 1982, Zélia publicou Um chapéu para viagem, no qual conta histórias sobre o fim da Segunda Guerra Mundial, a queda da ditadura Vargas, a anistia dos presos políticos, a redemocratização do país. Senhora Dona do Baile, o terceiro livro, tem como cenário dois mundos separados por uma cortina de ferro e apresenta a seus leitores algumas das personagens mais importantes da História deste século.
Seu quarto livro, Jardim de Inverno, reúne recordações do exílio e do continente europeu dividido em leste e oeste. A obra recebeu o Prêmio Destaque do Ano e acabou gerando um convite para uma visita à Rússia de Gorbatchev e sua mulher Raissa. Crônica de uma Namorada, publicado em 1995, embaralha personagens reais e fictícios para contar as experiências e emoções de uma adolescente que descobre, na São Paulo dos anos 1950, o amor. Para o público mais jovem, dois livros: Pipistrelo das Mil Cores e O Segredo da Rua 18.

Em 1999, Zélia lançou A Casa do Rio Vermelho, coletânea das memórias do casal e da casa em que viveram durante 21 anos. Neste período, freqüentaram a sala de visitas do casal Gattai-Amado os mais ecléticos convidados do Brasil, Europa e América, desde Pablo Neruda até Antonio Carlos Magalhães. Em 2000, lançou Cittá di Roma e em 2001, Códigos de Família.

Em 7 de dezembro de 2001, foi eleita para a Academia Brasileira de Letras, sucedendo a Jorge Amado, na Cadeira nº 23, que tem como patrono José de Alencar.

Em Memorial do Amor, Zélia resgata novas memórias de sua vida ao lado de Jorge Amado na casa do Rio Vermelho. Ao lado de Jorge, Zélia viveu 56 anos. Destes, 40 o casal passou na Bahia. Juntos procuraram, compraram e moraram na famosa casa por onde passaram algumas das mais significativas personalidades do século XX. Depois da morte de Jorge, Zélia achou que não fazia mais sentido ficar ali e decidiu abrir a casa para a legião de amigos e admiradores do escritor baiano. A Casa do Rio Vermelho virou Fundação Casa de Jorge Amado.

sábado, 17 de maio de 2008

Frigorífico Guaporé vem para São Borja

O prefeito de São Borja, Mariovane Weis, do PDT, tanto brigou que conseguiu conquistar um frigorífico para o seu município. O Guaporé Carne, de Colider (MT) assinou um protocolo de intenções com o governo estadual para a instalação de uma planta na cidade. O investimento ficará entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões. As obras devem iniciar tão logo a Câmara de Vereadores aprove a doação de uma área de 48 hectares, às margens da BR 287, próxima à Unidade Dois da Cerealista Pirahy, a sete quilômetros do Centro de São Borja.

O abate inicial previsto será de 500 animais/dia, passando a mil cabeças processadas por dia em cerca de quatro meses. O Grupo Guaporé acena com possibilidade de se chegar a R$ 80 milhões investidos com as obras para implantação de curtume e uma usina de biodiesel, que são outras áreas de atuação de suas empresas. Pelo menos 50% da produção será exportada para Ásia, Oriente Médio e América do Sul, para onde a empresa vende carne de cinco unidades.

A nova planta terá sua produção voltada para a União Européia. Os outros 50% vão atender ao mercado interno. Ao todo, 65 cidades estão dentro do raio de abrangência de estudos realizados pela prefeitura (de 300 km) e vão fornecer os animais. O Grupo Guaporé estuda ainda estimular o aumento do rebanho regional, com a compra de reses.
"Não tivemos sucesso com o Friboi, mas preparamos o terreno para este investimento", comemorou o prefeito Weis, nessa sexta-feira à tarde.

O livro de cabeceira...

Do site do Amarildo

Esplendor e sepultura...

O Parlamento português aprovou, nesta sexta-feira, o segundo protocolo modificativo do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o que encerra décadas de discussão sobre a questão. Assim, Portugal se une a Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe que em 2007 ratificaram o protocolo.

O acordo passa a valer no Brasil no dia 1º de janeiro de 2009 e o país terá três anos para se adaptar à nova maneira de se escrever. Portugal terá seis, uma vez que as mudanças por lá serão bem maiores do que aqui. O dicionário português terá de trocar 1,42% das palavras, enquanto o nosso, apenas 0,43%.

O QUE MUDA:
1. O acordo prevê a eliminação do acento agudo nos ditongos abertos ei e oi de palavras paroxítonas, como "assembleia", "heroica", "ideia" e jiboia";
2. Com as novas regras, o trema será extinto: linguística, aguentar, frequência, arguir;
3. A reforma suprime o circunflexo nas formas verbais creem, veem, leem, deem, e seus derivados;
4. Os portugueses passarão a escrever como os brasileiros, retirando consoantes não pronunciadas em palavras como adoptado (adotado) e afectivo (afetivo);
5. A nova regra elimina o acento circunflexo em casos de duplo o: voo, enjoo, abençoo;
6. Há mudanças na regra do hífen. Pela nova norma, não se emprega o hífen nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em voghal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo essa consoante ser duplicada. Palavras como anti-religioso, anti-semita e extraregular ficariam antirreligioso, antissemita e extrarregular. Em formações com os prefixos acentuados pós, pré, e pró, quando o segundo elemento tem vida à parte, se mantém o hífen, como em pré-requisito;
7. O acento diferencial entre forma (substantivo e verbo) e fôrma (substantivo) passa a ser facultativo;
8. O acordo elimina o acento agudo diferencial de palavras homógrafas. Ficariam sem acento tanto o para (verbo) como o para (preposição);
9. O acento agudo diferencial também é retirado nos exemplos a seguir: pela, pelo, polo. A exceção à regra será a manutenção do acento diferencial nas palavras pôde (na 3ª pessoa do singular) e pode (na 1ª pessoa do singular);
10. Incorporação definitiva no alfabeto das letras K, W e Y, aumentando-o de 23 para 26 letras. As letras são usadas em palavras e siglas originárias de outras línguas e seus derivados, como darwiniano, taylorista e shaKespeariano;
11. Não levam acento agudo as vogais tônicas i e u das palavras paroxítonas quando precedidas de ditongo. Passaremos a escrever baiuca, baiuno, cauila. Não leva acento agudo o u tônico de formas rizotônicas dos verbos arguir e redarguir: arguis, argui, redarguis e redargui;
12. Facultativamente, o acordo continua autorizando a dupla grafia para fazer diferenciação: louvámos (passado) em oposição a louvamos (presente) e amámos (passado), em oposição a amamos (presente);
13. Mudança no h mudo. Para Portugal, há retirada do h presente em palavras como húmido (úmido) e herva (erva).

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Como come o homem

Uma série de fotos revelam de maneira bem interessante como é o consumo alimentar em uma semana de famílias típicas de nove países diferentes - Alemanha, Estados Unidos, Itália, México, Polônia, Egito, Equador, Butão e Chade. O consumo, certamente, é pautado pelo poder aquisitivo, cuja diferença é gritante. As fotos falam por si:

Alemanha: Família Melander, de Bargteheide. Despesa com alimentação, em uma semana - 375,39 Euros ou U$ 500,07

Estados Unidos:Família Revis, da Carolina do Norte. Despesa com alimentação, em uma semana - U$ 341,98

Itália: Família Manzo, da Sicília. Despesa com alimentação, em uma semana - 214,36 Euros ou U$ 260,11

Polônia:Família Sobczynscy, Konstacin. Despesa com alimentação, em uma semana - 582,48 Zlotys ou U$ 151,27

México: Família Casales, de Cuernavaca. Despesa com alimentação, em uma semana - 1.862,78 Pesos ou U$ 89,09

Egito: Família Ahmed, do Cairo. Despesa com alimentação, em uma semana - 387,85 Egyptian pounds ou U$ 68,53

Equador: Família Ayme, de Tingo. Despesa com alimentação, em uma semana - U$ 31,55

Butão: Família Namgay, da Vila de Shingkhey. Despesa com alimentação, em uma semana - 224,93 Ngultrum ou U$ 5,03

Chade: Família Aboubakar, do Campo de Refugiados de Breidjing. Despesa com alimentação, em uma semana - 685 francos ou U$ 1,23
As fotos foram retiradas do blog O Escriba - http://oescriba.org

Mudam regras para julgamento por Tribunal do Júri

Quando uma pessoa for condenada a mais de 20 anos de detenção pelo Tribunal do Júri, não terá mais direito a um segundo julgamento. Isso é o que diz um projeto aprovado hoje pela Câmara dos Deputados. Se sancionado pelo presidente Lula, entra em vigor em 60 dias.

Se tivesse sido aprovado antes, evitaria que o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura fosse absolvido do assassinato da missionária Dorothy Stang. Vitalmiro foi condenado a 30 anos de prisão pelo Tribunal do Júri, no primeiro julgamento e inocentado no segundo.

Entre outras mudanças aprovadas hoje pela Câmara, uma reduz a duração dos processos, restringindo apenas uma audiência por julgamento, ao invés de três, como é atualmente. Outra alteração evita que sejam adiados os julgamentos. Agora, o réu pode ser julgado até mesmo se não comparecer à sessão. O que aceleraria o processo de justiça.

A Câmara aprovou também um projeto de lei que tipifica o crime de seqüestro-relâmpago, atribuindo penas mais rígidas para casos que acabem em lesão corporal grave ou morte.

Os projetos fazem parte de um acordo entre os líderes partidários da Câmara. Essa é a primeira vez em sete meses e meio que o plenário não tem Medidas Provisórias emperrando as votações. Decidiu-se, então, votar a favor de um pacote de segurança.

Dois novos projetos foram aprovados agora à noite. Um permite o monitoramento eletrônico de presos que cumprem pena em regime semi-aberto ou em liberdade condicional. O outro torna crime o uso de celular, rádio ou outro meio de comunicação em presídio. A pena do crime vai de três meses a um ano. Ambas ainda serão analisadas pelo Senado antes de virarem lei.

terça-feira, 13 de maio de 2008

A Lei Áurea

Hoje faz 120 anos que foi promulgada a Lei áurea, que extinguiu a escrvidão no Brasil. Extinguiu? No papel, sim. Na realidade, ainda há um longo caminho a percorrer, para desfazer as marcas profundas que identificaram a população negra como inferior e incapaz. Inferior e mentalmente incapaz é quem ainda tem ousadia de exibir preconceito de qualquer espécie.

Cabe a todos os cidadãos conscientes a tarefa de acabarem com o preconceito, nos mínimos atos diários, nas mais prosaicas atitudes, lembrando, basicamente, de nossa condição humana - é o mesmo sangue que corre nas veias, sejamos brancos, negros, índios, amarelos, ricos, pobres, cultos ou ignorantes. Do mesmo lugar viemos, para o mesmo lugar iremos.

Brasil é líder mundial em processos contra jornalistas

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, disse que todos os anos quase 4 mil processos são movidos contra jornalistas, o que torna o Brasil líder mundial em processos contra profissionais de imprensa.

O ministro fez a manifestação em Belo Horizonte no final da semana, ao participar do 3º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Os jornalistas processados no Brasil são, em sua maioria, réus em ações baseadas não na Lei da Imprensa, datada de 1967, mas no Artigo 5º, Inciso 10º, da Constituição de 1988, que consagrou o direito à inviolabilidade da imagem, privacidade e intimidade.

O ministro Gilmar Mendes fez questão de esclarecer que o Artigo 220, também da Constituição de 1988, consagra a liberdade de expressão. Ou seja, a mesma carta magna traz artigos que podem, de acordo com a interpretação, propender a punir e ao mesmo tempo incentivar a prática do jornalismo cidadão.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Como será o hábito de ir ao médico nos próximos 10 anos

*Pronto para o exame? Passe o chip do plano de saúde no terminal da portaria. O mesmo chip guarda toda sua informação médica acumulada. Entre na câmara de diagnóstico. Tire a roupa. Deite-se. O ambiente é agradável. O médico está atrás do vidro espelhado. Zelando por você. O ambiente é relaxante - música, canto de passarinhos, barulho de água corrente. Imagens em 3D mostram paisagens de campos floridos...Deixe que a barra de leitura passe silenciosamente sobre seu corpo. Assim será um check-up em 2018.

O scanner vai varrer cada centímetro do seu corpo, registrando espessuras, densidades, composições de ossos, pulsação, pressão, músculos, nervos, órgãos, veias, artérias. Em 10 minutos o médico terá uma reprodução do seu interior em tamanho natural, num grande monitor. Dúvidas serão resolvidas em ampliações minuciosas, com milhões de cores e máximo detalhamento gráfico.
Na fase dois, você flutua num céu azul, ao som de Johann Sebastian Bach. Antes da picada você terá um anestésico aplicado sobre a dobra do braço. A agulha fina introduz nanomonitores, com dimensões de átomos, que se espalham pelo corpo, através do sangue, com a função de localizar falhas, feridas, vírus, bactérias, etc. Não se preocupe, os nanomonitores serão eliminados pela urina.
Pode se vestir agora porque o seu médico já tem um retrato completo de sua saúde, realizado através do computador. No terminal estão cada um dos seus problemas e cada uma das possíveis soluções.

A Medicina de 2018 é acima de tudo preventiva. Um check-up é feito a cada dois meses. As doenças são detectadas nos estágios iniciais e não têm mais tempo para se desenvolverem. Se ocorrer alguma anomalia, o seu médico vai discutir as opções com você.

Em 2018 só fica doente quem insistir em ficar. Hábitos suicidas como fumar, beber, consumir drogas ou ingerir gorduras em excesso estarão marginalizados. Cada pessoa carrega seu monitor individual de funções vitais, conectados via internet a centros médicos. Se aparece uma febre inesperada, uma mensagem de alerta é enviada ao monitorado, já com instruções clínicas.

A saúde em 2018 tornou-se responsabilidade dos médicos, mas tarefa dos computadores. E do próprio cidadão. E funciona! O doutor só aparece para monitorar os dados e interferir em casos específicos. É uma Medicina automática. E pensar que dez anos antes os verdadeiros autômatos eram alguns médicos sem coração que mandavam seus pacientes para a morte certa só porque ganhavam pouco dos convênios...
*Excerto de crônica de Dagomir Marquezi - "O doutor está em 2018", publicada na Revista Info, edição de maio de 2008.

domingo, 11 de maio de 2008

Olhar de Mãe

O italiano Leonardo da Vinci, um dos maiores sábios que a humanidade já conheceu, foi capaz de registrar, com talento e propriedade, em suas obras, o amor materno. Reparem, na Madonna del Fuso, o olhar da mãe...

Mãe

Hoje é o Dia das Mães. Simplicidade e beleza explicam o amor absoluto, único, precioso, incalculável em extensão e profundidade, que é o AMOR materno.
Neste dia, o presente maior é retribuir AMOR.

sábado, 10 de maio de 2008

Como vota o brasileiro

Uma pesquisa mostra que o eleitor leva em conta, sobretudo, o benefício imediato que o candidato vai trazer a ele.

O sociólogo Alberto Carlos Almeida causou polêmica no ano passado ao lançar um livro, A Cabeça do Brasileiro, em que mostrava que a parcela mais educada da população – ou seja, a elite brasileira – é menos preconceituosa, menos estatizante e tem valores sociais mais sólidos do que a parcela formada pelos brasileiros menos escolarizados.

Exatamente o contrário do que a turma costuma apregoar, afeiçoada ao mito do "povo sábio" e da "elite retrógrada", entre outros anacronismos que a história já se encarregou de enterrar. Agora, com seu novo livro, A Cabeça do Eleitor (308 páginas, R$ 40, editora Record), que será lançado na próxima semana, o sociólogo se arrisca a provocar nova polêmica.

Com base na análise de 150 eleições – municipais, estaduais e presidenciais –, Almeida analisa a lógica que orienta a escolha de um candidato por parte do eleitor brasileiro. E chega à conclusão de que essa lógica é bem mais simples do que se poderia supor. Constrangedoramente simples até: o brasileiro vota a favor do governo ou do candidato do governo se considera que sua vida está boa ou melhorou.

E vota no candidato da oposição se considera que ela está ruim ou piorou. Questões como ética, corrupção, separação entre o público e o privado não entram nessa conta. "O eleitorado, sobretudo o de baixa renda, vota em função de suas necessidades imediatas e da satisfação dessas necessidades", concorda o sociólogo Demétrio Magnoli.

sexta-feira, 9 de maio de 2008

CES vai criar Núcleo da Qualidade

O Centro Empresarial de Santiago vai realizar, no dia 13 de maio, às 18h30min, um evento sob a responsabilidade do Comitê Regional da Qualidade, no sentido de criar um Núcleo da Qualidade, com objetivo de unir pessoas que tenham interesse de fazer parte deste movimento, de buscar informação e conhecimento, enfim, de trabalhar em prol da Qualidade nas empresas, escolas e organizações.

O evento é aberto para qualquer pessoa que tenha interesse em conhecer a Gestão pela Qualidade e integrar-se ao Núcleo. Na oportunidade, como pauta principal, haverá apresentação do case da Ervateira Santiago, organização santiaguense multipremiada por sua busca constante de aperfeiçoamento na Gestão pela Qualidade.

Mais informações com Cristiane, na Coordenação da Qualidade do CES, ou pelo fone (55) 3251 2510.