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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Vulmar Leite concede entrevista à FOLHA Santiago

Vulmar Leite, pré-candidato a prefeito de Santiago pelo PSDB, em coligação com o PDT e o Dem., concedeu entrevista ao jornal A FOLHA Santiago, publicada na edição 106, desta sexta-feira, 25 de abril, em que manifesta o seu pensamento político, valores enquanto gestor público, relembrando sua postura na administração municipal 93-96 e nas demais atividades que exerceu, em nível estadual e federal - presidência da Emater, diretoria do Programa de Educação para o Trânsito, PRONAF e Banco da Terra; e mais recentemente, como titular da secretaria de estado da Reforma Agrária e Cooperativismo.

Vulmar Leite também atualizou o andamento das negociações com outros partidos da oposição, para ampliar a coligação que vai disputar a eleição majoritária, em outubro próximo.

E o mais interessante, responde a questão levantada por diversos setores da imprensa local e de outras lideranças políticas, que criticam sua postura de gestor público, que não privilegia o papel de político e o acusam de autoritário.
Leia, a seguir, algumas passagens da entrevista concedida ao jornalista Jorge Bitencourt, editor do jornal A FOLHA Santiago.

Sobre a afirmativa de que o Fórum das Oposições acabou, após o anúncio da sua candidatura:

Não, não é verdade! Meu nome surgiu porque o Fórum não foi capaz de produzir consensos, em conseqüência de questões internas nos partidos. Meu nome somente foi colocado como pré-candidato no final de março, quando praticamente os objetivos do Fórum haviam sido esgotados.

A dificuldade das oposições de levantar finanças para a campanha eleitoral. Como enfrentar o poderio econômico da situação:

Nossos partidos, na sua maioria, são constituídos por cidadãos conscientes que sobrevivem do fruto do seu trabalho; são idealistas, politicamente autônomos, compromissados com o presente e o futuro da nossa terra. Quando o povo quer mudanças, não haverá poderio econômico de uns poucos capaz de deter o avanço da sociedade. Minha expectativa é de que as pessoas que nos apóiam contribuam com o trabalho voluntário de convencimento, com pequenas contribuições financeiras...Recursos pequenos de muitos para enfrentar recursos muitos de poucos.

A dificuldade de derrotar o PP, após 12 anos de governo, com a oposição dividida:

As eleições não são reguladas pela vontade dos dirigentes partidários e sim, pelos eleitores que votam no candidato e no seu plano de governo, decidem o seu voto levando em conta o perfil do candidato, sua história política, sua conduta moral e ética. Além disso, analisam a sua proposta de trabalho. Menos de dez por cento dos eleitores têm filiação partidária.
Como vai ser a ação dos partidos coligados:

Pretendemos conhecer, em detalhes, todos os programas municipais, seus indicadores, os investimentos, os resultados alcançados e o sistema de monitoramento. Espero que o atual prefeito disponibilize aos partidos de oposição cópias dos programas e dos relatórios de acompanhamento em execução...Nesse sentido o PSDB vai encaminhar solicitação formal ao Executivo.
O propósito da coligação oposicionista:

Nosso propósito não é derrotar ninguém, mas sim oferecer outra alternativa de gestão pública para Santiago, que seja moderna, empreendedora, eficaz e participativa, dando continuidade aos programas em andamento, aperfeiçoando-os e propondo novos projetos de desenvolvimento sustentável, capazes de enfrentar os desafios do presente que fragilizam econômica e socialmente a nossa comunidade.

A falta de encontros e de aproximação entre PSDB e PMDB:

PSDB e PMDB não têm evitado encontros. Prova disso é uma reunião recente...Voltaremos a nos reunir quantas vezes forem necessárias - apesar do desespero de alguns áulicos e simpatizantes da situação - para, junto aos demais partidos, oferecer novos caminhos para o desenvolvimento de Santiago. As divergências são naturais e respeitáveis. Não existem entre os partidos e, sim, entre algumas pessoas que integram esses partidos...

A afirmativa de que, enquanto prefeito, ficou mais conhecido como gestor do que como político:

Não creio que a população faça distinção consciente entre o que seja um bom gestor e um político.Um bom político é aquele que consegue gerir a coisa pública com eficiência, respeitando a lei e o mandato que lhe foi confiado. A política atual privilegia os resultados e a competência. O bom gestor, hoje, é o bom político. Divergem, evidentemente, aqueles que ainda defendem o compadrismo, o favorecimento, o clientelismo e o paternalismo, que desrespeita e humilha a cidadania...Orgulho-me de ser lembrado mais pela condição de gestor que produziu resultados para a sociedade do que pela imagem de político tradicional.

A mudança e a resposta a críticas de postura autoritária...

A cada dia que passa já não somos os mesmos do dia anterior. Evoluímos, pela apropriação de novos conhecimentos, pela experiência acumulada, pelo saber construído, pela troca de idéias com as pessoas e evoluí em muitas coisas. Noutras não. No respeito aos princípios éticos e morais, continuo inflexível na obediência às leis e aos princípios democráticos e republicanos. Não aceito o desperdício dos recursos públicos nem a apropriação privada do patrimônio público; condeno a compra de votos com serviços públicos ou com recursos aparentemente privados; exijo transparência nos gastos públicos...Repilo a corrupção em todas as suas formas! Também não mudei quanto ao tratamento rigoroso (sinônimo de autoritário, para alguns) nos casos de favorecimento indevido de determinadas pessoas com bens, serviços e recursos públicos. Finalmente, continuo rejeitando a "monarquia como forma de governo", com a perpetuação das pessoas ou de seus herdeiros nos cargos eletivos.

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