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terça-feira, 22 de abril de 2008

Provocação

Desconfio seriamente que todos os episódios ruins (naturais ou produzidos) no Brasil, nos últimos 508 anos, são uma provocação sutilíssima engendrada por alguma força muito superior para testar a paciência dos pobres nativos dessa terra que ainda se conservam crédulos e esperam, pacientemente, alguma mudança no lado debaixo do Equador.



Salvo melhor juízo, desde que Cabral e suas caravelas aqui atracaram, o país perdeu a paz e quaisquer chances de vislumbrar um futuro promissor. Esse esplêndido berço quilométrico de sol, mar e riquezas mil virou o centro da cobiça de portugueses, franceses, holandeses e ingleses que, em pouco mais de três séculos, trataram de carregar o que puderam. Em troca, ensinaram toda a sorte de artimanhas, falcatruas e negociatas aos que aqui residiam. E como tudo que é ruim se espalha rapidamente, como rastilho de pólvora, nos séculos vindouros, a canalha aumentou e, com ela, a arte de mentir, enganar, roubar, traficar influência, ganhar dinheiro fácil nas costas dos néscios e outras especialidades do ramo virou ordem do dia no Brasil. Sem falar que temos uma dívida impagável com os patrícios de continente mais setentrional. Quem sabe em cinco séculos poderemos ajustar essas contas ou, quem sabe, pagaremos o débito com a Amazônia (ou com o que restar dela...)

Hoje, terreno mais do que fértil para a burla sistemática é a política, onde tudo acontece e nada é para o lado do que é bom, justo e correto. Ao contrário, parece que a inteligência esperta investida pelo voto só trabalha para atolar ainda mais o Brasil, um país continental, prenhe de miséria e desolação é o resultado dessa inflorescência podre que em Brasília viceja. Homens (?) que deveriam dar o melhor de si para resolver os problemas mínimos (se pede tão pouco!) da população dão o máximo somente para encher as suas burras e c’est fini. O mais que se exploda!

E nesse covil, a palavra mais usada, certamente, é ética. Analisem o quadro. A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o caso X é composta, na sua maioria, por integrantes do partido a que X pertence. Qual será a punição de X?

E o povo, coitado do povo, continua inerte, impassível. Apenas lê (quando tem essa habilidade) no jornal, todos os dias, as últimas novidades do Planalto, como capítulos seriados de uma história interminável. Ainda não têm consciência da tal provocação...Quem sabe um par de séculos ainda seja necessário para a reação. Ou não.

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