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sábado, 19 de abril de 2008

A polêmica da produção dos biocombustíveis


A produção de biocombustiveis a apartir de produtos agrícolas não usados como alimentos (mamona), versus a utilização de produtos de uso alimentar (milho, soja, cana-de-açúcar) recomenda um amplo debate, apoiado em dados estatísticos confiáveis (área de plantio, produção, consumo, processamento industrial, etc...) A discussão vem tomando corpo em nível mundial a partir da elevação sistemática do preço dos alimentos.

A escalada de ataques aos programas de biocombustíveis, uma das prioridades do Brasil, intensifica-se. Ontem foi a vez de Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), dizer que eles representam um problema moral e que os tumultos causados pela disparada nos preços dos alimentos podem ainda não ter chegado ao seu pico.Quando produzimos biocombustíveis de produtos agrícolas não usados como alimentos, tudo bem. Mas, quando eles são feitos de produtos alimentícios, isso representa sério problema moral, disse Strauss-Kahn à rádio Europe 1.
Questionado se apoiaria uma possível moratória na produção de biocombustíveis, Strauss-Kahn respondeu: Caso eles usem alimentos. Os EUA estão desviando sua produção de milho para fabricar álcool, elevando preços dos alimentos.Os países precisam encontrar o equilíbrio entre a solução de problemas ambientais e a necessidade de garantir que as pessoas não morram de fome, ele disse, acrescentando que os protestos causados pela alta nos custos dos alimentos em todo o mundo podem piorar.

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