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segunda-feira, 7 de abril de 2008

No Dia Mundial da Saúde...


No Dia Mundial dedicado à Saúde a comemoração, aqui no Brasil, fica por conta de ações pontuais destinadas a conter o avanço da dengue, virose que se espalha rapidamente e é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que consegue fazer do Rio de Janeiro um cenário de catástrofe pública, tantos são os casos que surgem diariamente, sem que haja infra-estrutura de atendimento médico compatível com o número de doentes.

A dengue é exemplo claro de como uma doença transmissível aparentemente sob controle pode assumir caráter epidêmico. Ela é considerada, hoje, pela OMS, o pior problema de saúde pública do planeta. No caso do Rio de Janeiro, o mosquito Aedes aegypti encontrou, nos aglomerados urbanos quentes e úmidos um local propício para se desenvolver e reproduzir. Porém o surto da doença assumiu contornos gravíssimos devido a falhas na vigilância sanitária. O contágio poderia ter sido evitado com medidas sanitárias preventivas, como distribuição de repelente para zonas mais atingidas. O mosquito não consegue voar a mais do que um metro de altura.

O Rio Grande do Sul já se prepara para evitar que o surto de dengue se intale aqui, redobrando a atenção sobre o sistema de informação onde são registrados os casos da doença. O frio do inverno também deve ajudar no combate ao mosquito, que não resiste a baixas temperaturas (suas larvas, sim). Em Santiago, embora tenha havido suspeita, no ano passado, não foi registrado, ainda, nenhum caso de dengue.

Medidas sérias de prevenção teriam evitado a epidemia de dengue no Rio. Venham só, em Niterói, a 15Km da capital, nenhum caso foi notificado nos últimos meses. Vitória da prevenção e dos cuidados simples que devem ser tomados para eliminar os focos do aedes aegypti. Em outras palavras, o que falta é interesse do governo federal em implantar políticas públicas de prevenção e educação que sejam eficientes.

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