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terça-feira, 15 de abril de 2008

Escolhas

Todos os dias fazemos escolhas e delas depende, invariavelmente, a qualidade da nossa vida.
O problema é que, hoje em dia, está cada vez mais difícil sermos os artífices das nossas escolhas. Tem muita gente escolhendo por nós, como se fôssemos marionetes, como se não tivéssemos opinião nem vontade; como se não pudéssemos discernir o que é melhor para cada um de nós – o que é justo, o que é correto, o que é bom. E assim, vamos nos deixando levar por escolhas alheias, afrouxando as correntes que nos detêm nos limites da nossa capacidade discricionária de efetuar julgamentos.

Pois é, a condição de cidadania, a missão individual dentro do ambiente coletivo, as aspirações pessoais, a integridade do comportamento face a um ambiente contraditório e hostil são patrimônio do qual não podemos abrir mão, sejam quais forem os impactos e as conseqüências. A ética é um valor elementar, impregnado em nossos registros básicos. É preciso coragem, maturidade e elevado do nível de consciência para escolher a opção ética, porém, essa se mostra a opção mais correta porque permite ao indivíduo desenvolvimento sem amarras, liberdade de comportamento e tranqüilidade moral que lhe dá cada vez mais condições de avançar em termos de realizações, pessoais e profissionais.

Agir eticamente é poder escolher, é ser competitivo, comprometido consigo mesmo, em sintonia com a essência, descartando a aparência que fere e afasta o que temos de melhor. Esse é o comportamento desejável. Decisões e ações geram conseqüências que precisam ser sempre medidas, porém a atitude ética e íntegra, vai permitir que ultrapassemos nossas limitações e tentações diárias.
É muito mais fácil deixarmos de fazer escolhas e alugar nossa integridade aos gentios, agindo dentro dos cânones do oportunismo que grassa descaradamente no cenário nacional, aonde o maior exemplo vem daquele que nada vê, nada sabe e nada faz, mas é o senhor oculto e in-culto de todos os destinos, en passant, é claro!. Continuar fazendo escolhas deve ser a meta elementar de todos os cidadãos e ainda há instrumentos muito poderosos ao nosso alcance. Basta que não nos esqueçamos deles, que sonhemos com eles e os façamos prosperar. E a ferramenta mais valiosa, com certeza, é o voto, que vamos exercitar proximamente.
Um bom exercício de análise do cenário que se avizinha é prudente e interessante.

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