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segunda-feira, 7 de abril de 2008

Barack Obama - A diferença


Talvez Barack Obama seja a personalidade política mais comentada da atualidade, muito menos por ser negro e pré-candidato pelo partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, muito mais pelo seu carisma e convicções que têm conquistado um eleitorado que não tinha o mínimo interesse em participar da escolha que se avizinha. Seus discursos causam furor nos quatro cantos do mundo, são a sensação na internet e atraem a atenção das pessoas justamente porque fala de integração e igualdade - ideais sempre imperfeitamente concretizados - porém alvos da permanente luta do povo americano. Ao falar em integração e igualdade Barack Obama encontrou o foco de sua campanha e despertou a atenção de todos os povos, ao referir valores universais, tão buscados, tão sonhados. Aí reside a grandeza de sua liderança.

...Mas o que nós sabemos, o que nós vimos, é que a América pode mudar. Este é o verdadeiro espírito desta nação. O que nós já conseguimos nos dá esperança - a audácia da esperança - para fazer o que nós precisamos e devemos fazer amanhã.

No Caderno Donna de ZH Dominical, Moacyr Scliar comenta e-mail enviado pela dep. Luciana Genro (PSol). Diz o texto: Por acaso assististes na internet ao discurso do Barack Obama 'Yes, we can'? Vale a pena, é muito bom. Em suma, quando os líderes inspiram o povo a fazer melhor, este povo acredita e faz. E esta é uma força incomensurável. Eu acredito que através da pedagogia do exemplo podemos mostrar que outra forma de fazer política é possível e, principalmente, que propósitos nobres para fazer política existem.

Também em ZH do dia 06 de abril, no artigo denominado Oportunidade perdida, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso comenta o discurso de Obama, A more perfect Union, tratando de estabelecer uma diferença com a postura do presidente Lula, em que ressalta, com propriedade: Que diferença! Seria demais esperar que Lula, também símbolo de uma sociedade dinâmica, onde as forças da mobilidade social contam mais que a origem, percebesse que o país, para avançar, precisa realizar o muito imperfeitamente realizado ideal da igualdade perante a lei e que a moralidade pública é condição de igualdade republicana e não preocupação de privilegiados? Não é isso que se deve esperar do chefe da nação?...Que perda de oportunidade histórica!

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