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segunda-feira, 28 de abril de 2008

Amigos & amigos

Bastante lamentável o episódio que afastou do governo estadual, nesse final de semana, o secretário de Planejamento, Ariosto Culau, que pediu demissão após a publicação na imprensa (especificamente no jornal Zero Hora), de foto revelando o seu encontro, em shopping da capital, com Lair Ferst, um dos indiciados na Operação Rodin, que investiga desvio de verbas públicas do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), com a intermediação da Fatec e da Fundae, fundações ligadas à Universidade Federal de Santa Maria.

Uma lição a retirar do fato: Quem ocupa cargo público, do mais relevante ao mais modesto escalão, deve preparar-se adequadamente para exercê-lo e jamais relegar ao segundo plano a postura ética, que recomenda conduta compatível e absoluta transparência. Beira a ingenuidade o comportamento do ex-secretário Ariosto Culau. Esqueceu-se das normas que regem o cargo que estava exercendo. Amigo ou não do senhor Lair Ferst, companheiro de partido, colega, ou o que quer que seja, jamais poderia se expor daquela maneira, em público, com um indiciado em inquérito, ainda mais que Ariosto Culau era o responsável pelo projeto de reestruturação do Detran. Uma atitude irresponsável, que fragilizou o governo e deu margem a especulações diversas.

Atitude semelhante, há algumas semanas atrás, teve o presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), conselheiro João Luiz Vargas, ao avistar-se com o amigo José Fernandes, mentor da Pensant, empresa sob investigação de envolvimento na fraude do Detran. Só que do encontro não restaram registros fotográficos...
Representantes do povo em cargos públicos não têm amigos nem conhecidos. Não expõem a instituição que representam nem os seus superiores. É uma lição a ser seguida.

Um comentário:

Júlio Garcia disse...

Nesta questão temos pleno acordo, Nivea. Colocastes muito bem o problema.
Aproveito ainda para parabenizá-la pela qualidade do novo blog!