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quarta-feira, 30 de abril de 2008

Comparações

Recebi um e-mail interessante, que compara o preço da gasolina praticado no Brasil e na Argentina. A diferença é gritante. Diz a mensagem:
"Comparem os preços:
Gasolina comum: (igual a nossa, mas sem álcool) 1,99 pesos = R$ 1,00
Gasolina Super: 2,30 pesos = R$ 1,15
Gasolina Fangio, de alta octanagem:
2,89 pesos = R$ 1,45

Como sabemos que nossa gloriosa Petrobras exporta para a Argentina gasolina a R$ 0,65, podemos ver como estamos sendo ROUBADOS pelo governo. O contrabando de gasolina na fronteira com o Rio Grande do Sul foi motivo de uma reportagem na RBS TV (acho que foi encomendada ). Nela um Professor de uma Universidade de Porto Alegre alertava para os 'perigos' de se abastecer os carros brasileiros com a gasolina da Argentina. Segundo ele, o motor pifa pra já. Só ficou faltando a explicação para os carros produzidos em larga escala aqui e exportados para lá. Serão um modelo especial? Para mim o que pode acontecer é nossos carros se engasgarem ao entrar em contato com gasolina de verdade, pois estão acostumados com estas guarapas mixurucas que nos vendem a R$ 2,89.

No setor veículos não é diferente. Veículos NOVOS: Gol 3 portas Power - 27.600 pesos (R$ 14.800,00); Ford F250, - 108.500 pesos (R$ 54.300,00); Vectra CD - 82.600 pesos (R$ 41.300,00); Ford Eco Export DIESEL 4X4 - R$ 35.000,00; Nissan Frontier 4x4 em agência de Oberá, U$ 22.000 ou R$44.000,00.

E por aí vão as diferenças, ressaltando que praticamente todos os carros de todas as marcas, têm a opção de virem com motor diesel.

Eu estava esquecendo. As estradas pedagiadas, com terceira trocha (terceira pista), mantidas em muito boas condições, custa para 300 quilômetros 3,40 pesos ou R$ 1,70. Para nós gaúchos, percorrermos a mesma distância o preço é de R$ 28,00.

Existe uma explicação lógica para uma diferença tão brutal? Claro que existe, e muitas: Cartões corporativos, senadores a 600 mil por mês, deputados a 200 mil por mês, e o resto vocês conhecem. Tem de sair dinheiro de algum lugar para manter isto...

Somos covardes, pusilânimes, pois num povo com dignidade isso já teria mudado há muito tempo!"

terça-feira, 29 de abril de 2008

Alguma poesia

Conselho
Fernando Pessoa

Cerca de grandes muros quem te sonhas.
Depois, onde é visível o jardim

Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.

Faze canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim com lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer

E deixa as ervas naturais medrar.

Faze de ti um duplo ser guardado;

E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és
-Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...

Relatório McKinsley de Avaliação da Educação no Mundo Desenvolvido

Do The Economist:
  • Na Inglaterra, Pais de Gales, Austrália, Estados Unidos, os gastos por aluno dobraram nos últimos anos e não se observou melhores resultados;
  • As escolas precisam fazer três coisas: obter os melhores professores, extrair o máximo deles e intervir quando os alunos começarem a ficar para trás;
  • A qualidade de um sistema educacional não pode superar a qualidade de seus professores;
  • As escolas nos EUA típicas recrutam professores que estão no terço mais baixo de desempenho entre os formandos das universidades;
  • Na Finlândia todos os novos professores precisam ter mestrado. A Coréia do Sul contrata professores de ensino básico entre os 5% de formandos com melhor desempenho. Cingapura e Hong Kong entre os 30% de melhor desempenho;
  • Os países com melhor desempenho não pagam salários superiores a média;
  • Os professores recebem treinamento fora da escola em que lecionam. Cingapura prevê 100 horas de treinamento por ano a seus professores e aponta veteranos para supervisionar o desenvolvimento profissional em cada escola;
  • Quando um professor brilhante nos EUA se aposenta, quase todos os planos de aula e práticas que ele desenvolveu também são aposentados. Quando um professor japonês se aposenta, deixa um legado;
  • As escolas na Nova Zelândia e na Inglaterra são testadas a cada três ou quatro anos e os resultados são divulgados em público. Na Finlândia, líder mundial na educação, não tem processo formal de revisão e mantém sigilo sobre os resultados de suas auditorias informais;
  • A Finlândia dispõe de mais professores de educação especial encarregados de ensinar aos alunos retardatários, do que qualquer outro país. Em certas escolas chega a ser um professor em cada sete.

Construindo consensos

Trechos do artigo do ex-presidente do Chile, Ricardo Lagos, em artigo no jornal El Clarín, sobre a necessidade de construir garantias para os direitos dos cidadãos!

1. Isso, por certo, obriga a gerar uma nova equação entre Estado, mercado e sociedade. Uma equação onde esses três fatores essenciais de governabilidade contemporânea tenham força similar e energia de desenvolvimento. É o Estado, sólido enquanto tenha representação pública, que gera as políticas a partir das quais um país pode assegurar que parte de seu crescimento chegue a todos e que produza uma maior proteção social possível;

2. O centro desta equação é o conceito de "garantias". Criar um tipo de sociedade onde a gente sinta que há segurança concreta a que tem direito. Este é um debate aberto em todos os países com um grau de desenvolvimento superior ao alcançado pelos países latino-americanos. Porém, já chegou a hora de considerá-lo com imaginação e energia entre nós;

3. O tema essencial está em saber crescer, e também em saber transformar esse crescimento em modalidades de proteção para as pessoas;

4. Norberto Bobbio afirmou que, numa democracia, todos "temos de ser iguais em algo". Cabe definir esse algo por consenso, com acordos, em que se assegure tanta igualdade quanto seja necessária para garantir as liberdades. Buscar esses acordos envolve também assumir uma verdade: as desigualdades se são extremas ou se são percebidas como tal, geram tensões capazes de carcomer os fundamentos da governabilidade;

5. A resposta está em saber construir consensos e saber colocar-nos de acordo sobre como sermos “iguais em algo”. E, por certo, como "cresce" esse algo quando a economia cresce, o que significa que esse algo é um conceito dinâmico. Por sua vez, garantir igualdades exige outra sabedoria: estas garantias devem ir junto com os deveres. Todos temos obrigações para cumprir como membros da comunidade, mas, por vezes, há gente que não gosta de ouvir isso.

A popularidade do presidente

Emprestada do talento de Zerramos

Eu recomendo...

As Memórias do Livro
Geraldine Brooks
Ediouro

Uma pequena asa de borboleta se ergueu sob a leve brisa da porta aberta e flutuou até pousar, sem que ninguém percebesse, sobre a página aberta da Hagadá...

Da Espanha de 1480 até a enfraquecida Sarajevo de 1996, um livro sagrado de valor incalculável é caçado por fanáticos políticos e religiosos. Seu destino está nas mãos de uma talentosa conservadora de livros, Hanna, e sua recuperação resulta em um mistério histórico surpreendente, que vai sendo desvendado página a página.

A Hagadá é uma obra-prima única, que nasceu e sobreviveu por séculos, apesar do anti-semitismo e até mesmo da própria doutrina judaica. Diferente de todos os manuscritos da época, trazia iluminuras em ouro e prata, o que contrariava cânones religiosos da época, que proibiam qualquer tipo de ilustração. Só isso já tornava a Hagadá uma raridade.

E propunha um de seus maiores enigmas: por que e por quem fora feita? A sobrevivência a séculos de brutalidade e intolerância religiosas na Europa era mais um de seus mistérios. Como atravessara a Inquisição Espanhola? Como se salvara das perseguições nazistas? Hanna chega a Sarajevo com muitas perguntas para serem respondidas. E uma asa de borboleta dentro da Hagadá pode começar a desvendar um caminho longo, tortuoso, repleto de ódio declarado e amores escondidos; pleno de preconceitos e de libertação.

A Hagadá – narrativa da libertação e da saída dos judeus do antigo Egito, entremeada de ensinamentos rabínicos, salmos de louvor, canções e trechos bíblicos, compilada da tradição oral e que é recitada na primeira noite da Páscoa judaica – de valor incalculável é o resgate do sofrimento dos povos em guerra, dos conflitos raciais, da agonia das minorias, como os judeus e os bósnios, diante do absolutismo de quem detém o poder.

É a salvação de um livro contra a morte de milhares de pessoas. É a declaração de afeto e dedicação entre povos onde só se julgava existir ódio. E é pelas mãos de Hanna, a conservadora de livros, que o leitor reconstitui o caminho do manuscrito e a história de vários povos, de diversas épocas. As Memórias do Livro nos cativa, seja por sua narrativa, seja por seu caráter de documento histórico, seja por suas revelações. De amor, ódio, traição e afeto. Impossível deixar de conhecê-la.

Calão

Quando comecei a escrever minhas crônicas na mídia impressa, recebi um elogio inusitado, através de e-mail, de um colega que trabalhava em veículo "concorrente", dizendo que admirava a elegância com que eu me dirigia ao público leitor em meus textos. Suas palavras me sensibilizaram, muito! Nunca respondi a ele formalmente, mas tentei agradecer através de minhas crônicas, conservando, sempre, uma maneira polida, cordial, de respeito, reverência e apreço aos leitores. Procuro preservar a delicadeza de expressão até em críticas mais contundentes, acreditando que a opinião pode ser firme, determinada, veemente, sem jamais chegar aos limites que nos separam da grosseria e da brutalidade verbal, sem ofender as pessoas, mesmo que suas atitudes tenham sido ofensivas ou mereçam reparos.

É bastante deplorável a incidência cada vez maior, até mesmo nos blogs, de linguagem chula, ofensiva, depreciativa, num espaço que poderia ser melhor aproveitado para o desenvolvimento de idéias, para a aprimoramento do saber e do conhecimento.

Tempo para reflexão.

Acrescento: Não pretendo ser exemplo para ninguém, muito menos ditar normas. Apenas sigo um padrão particular de procedimento.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Amigos & amigos

Bastante lamentável o episódio que afastou do governo estadual, nesse final de semana, o secretário de Planejamento, Ariosto Culau, que pediu demissão após a publicação na imprensa (especificamente no jornal Zero Hora), de foto revelando o seu encontro, em shopping da capital, com Lair Ferst, um dos indiciados na Operação Rodin, que investiga desvio de verbas públicas do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), com a intermediação da Fatec e da Fundae, fundações ligadas à Universidade Federal de Santa Maria.

Uma lição a retirar do fato: Quem ocupa cargo público, do mais relevante ao mais modesto escalão, deve preparar-se adequadamente para exercê-lo e jamais relegar ao segundo plano a postura ética, que recomenda conduta compatível e absoluta transparência. Beira a ingenuidade o comportamento do ex-secretário Ariosto Culau. Esqueceu-se das normas que regem o cargo que estava exercendo. Amigo ou não do senhor Lair Ferst, companheiro de partido, colega, ou o que quer que seja, jamais poderia se expor daquela maneira, em público, com um indiciado em inquérito, ainda mais que Ariosto Culau era o responsável pelo projeto de reestruturação do Detran. Uma atitude irresponsável, que fragilizou o governo e deu margem a especulações diversas.

Atitude semelhante, há algumas semanas atrás, teve o presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado), conselheiro João Luiz Vargas, ao avistar-se com o amigo José Fernandes, mentor da Pensant, empresa sob investigação de envolvimento na fraude do Detran. Só que do encontro não restaram registros fotográficos...
Representantes do povo em cargos públicos não têm amigos nem conhecidos. Não expõem a instituição que representam nem os seus superiores. É uma lição a ser seguida.

sábado, 26 de abril de 2008

Como vencer o sofrimento por perda

A psicóloga Adriana Silveira Cogo* publica excelente artigo no espaço Idéias do Caderno MIX, encartado no Diário de Santa Maria deste sábado, denominado A dor do adeus, onde analisa o sofrimento pela perda de pessoas queridas e seus refexos nos níveis físico, emocional, social e espiritual.

Algumas passagens interessantes do artigo:

A principal ruptura que acontece na vida de alguém não está sozinha: vem acompanhada da necessidade de um ajustamento, tanto no modo de olhar o mundo, como nos planos para se viver nele. É assim após a morte de uma pessoa querida. A reação a esta perda, nos níveis físico, emocional, social e espiritual é variável e depende das circunstâncias que rodeiam a morte: tipo de relacionamento entre a pessoa que morreu e quem está de luto, a rede de apoio, a força que a pessoa tem e a qualidade de seus mecanismos de defesa.

A dor do sofrimento é o custo do compromisso, ou seja, preço que pagamos por nos envolver...Quando escolhemos alguém para algum tipo de relacionamento, desde já corremos o risco de sofrer, pois chegará, inevitavelmente, a hora em que teremos adeus... e deixar partir. É quando o sofrimento começa. E isso é a situação mais natural da vida. Assim como se leva tempo para amar, também leva tempo para deixar partir.

Dizem que o tempo cura, mas na verdade, o tempo por si só não cura: E o que fazer com o tempo para que ele se torne fonte de cura? Dar tempo ao tempo para aceitar a morte. Essa é uma condição necessária para continuarmos a viver. Não haverá melhora até enfrentarmos a morte, face a face....

Luto é uma reação normal a um rompimento de vínculo. é um processo pelo qual passa o indivíduo que perdeu alguém por morte, separação, condição normal de saúde física (com amputações normais no corpo humano), ou ainda, que perdeu algo importante, seja uma mudança de cidade, de casa, de país, pela aposentadoria.

Luto é como a ferida que precisa de atenção para ser curada, sendo que esse processo leva a algumas mudanças psicológicas, como reconhecer e aceitar a nova realidade. Essas mudanças levam tempo e trazem uma crise, que pode ser transformadora, desde que a desorganização que o indivíduo passa a sentir seja trabalhada e encaminhada para uma reorganização, em um padrão de comportamento diferente do anterior à perda, afinal, nada volta a ser como era antes.

*A santiaguense Adriana Silveira Cogo é psicóloga, graduada pela Unifra, especialista em Luto pelo Instituto Quatro Estações-SP e mestranda em Psicologia Clínica pela PUC-SP.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Vulmar Leite concede entrevista à FOLHA Santiago

Vulmar Leite, pré-candidato a prefeito de Santiago pelo PSDB, em coligação com o PDT e o Dem., concedeu entrevista ao jornal A FOLHA Santiago, publicada na edição 106, desta sexta-feira, 25 de abril, em que manifesta o seu pensamento político, valores enquanto gestor público, relembrando sua postura na administração municipal 93-96 e nas demais atividades que exerceu, em nível estadual e federal - presidência da Emater, diretoria do Programa de Educação para o Trânsito, PRONAF e Banco da Terra; e mais recentemente, como titular da secretaria de estado da Reforma Agrária e Cooperativismo.

Vulmar Leite também atualizou o andamento das negociações com outros partidos da oposição, para ampliar a coligação que vai disputar a eleição majoritária, em outubro próximo.

E o mais interessante, responde a questão levantada por diversos setores da imprensa local e de outras lideranças políticas, que criticam sua postura de gestor público, que não privilegia o papel de político e o acusam de autoritário.
Leia, a seguir, algumas passagens da entrevista concedida ao jornalista Jorge Bitencourt, editor do jornal A FOLHA Santiago.

Sobre a afirmativa de que o Fórum das Oposições acabou, após o anúncio da sua candidatura:

Não, não é verdade! Meu nome surgiu porque o Fórum não foi capaz de produzir consensos, em conseqüência de questões internas nos partidos. Meu nome somente foi colocado como pré-candidato no final de março, quando praticamente os objetivos do Fórum haviam sido esgotados.

A dificuldade das oposições de levantar finanças para a campanha eleitoral. Como enfrentar o poderio econômico da situação:

Nossos partidos, na sua maioria, são constituídos por cidadãos conscientes que sobrevivem do fruto do seu trabalho; são idealistas, politicamente autônomos, compromissados com o presente e o futuro da nossa terra. Quando o povo quer mudanças, não haverá poderio econômico de uns poucos capaz de deter o avanço da sociedade. Minha expectativa é de que as pessoas que nos apóiam contribuam com o trabalho voluntário de convencimento, com pequenas contribuições financeiras...Recursos pequenos de muitos para enfrentar recursos muitos de poucos.

A dificuldade de derrotar o PP, após 12 anos de governo, com a oposição dividida:

As eleições não são reguladas pela vontade dos dirigentes partidários e sim, pelos eleitores que votam no candidato e no seu plano de governo, decidem o seu voto levando em conta o perfil do candidato, sua história política, sua conduta moral e ética. Além disso, analisam a sua proposta de trabalho. Menos de dez por cento dos eleitores têm filiação partidária.
Como vai ser a ação dos partidos coligados:

Pretendemos conhecer, em detalhes, todos os programas municipais, seus indicadores, os investimentos, os resultados alcançados e o sistema de monitoramento. Espero que o atual prefeito disponibilize aos partidos de oposição cópias dos programas e dos relatórios de acompanhamento em execução...Nesse sentido o PSDB vai encaminhar solicitação formal ao Executivo.
O propósito da coligação oposicionista:

Nosso propósito não é derrotar ninguém, mas sim oferecer outra alternativa de gestão pública para Santiago, que seja moderna, empreendedora, eficaz e participativa, dando continuidade aos programas em andamento, aperfeiçoando-os e propondo novos projetos de desenvolvimento sustentável, capazes de enfrentar os desafios do presente que fragilizam econômica e socialmente a nossa comunidade.

A falta de encontros e de aproximação entre PSDB e PMDB:

PSDB e PMDB não têm evitado encontros. Prova disso é uma reunião recente...Voltaremos a nos reunir quantas vezes forem necessárias - apesar do desespero de alguns áulicos e simpatizantes da situação - para, junto aos demais partidos, oferecer novos caminhos para o desenvolvimento de Santiago. As divergências são naturais e respeitáveis. Não existem entre os partidos e, sim, entre algumas pessoas que integram esses partidos...

A afirmativa de que, enquanto prefeito, ficou mais conhecido como gestor do que como político:

Não creio que a população faça distinção consciente entre o que seja um bom gestor e um político.Um bom político é aquele que consegue gerir a coisa pública com eficiência, respeitando a lei e o mandato que lhe foi confiado. A política atual privilegia os resultados e a competência. O bom gestor, hoje, é o bom político. Divergem, evidentemente, aqueles que ainda defendem o compadrismo, o favorecimento, o clientelismo e o paternalismo, que desrespeita e humilha a cidadania...Orgulho-me de ser lembrado mais pela condição de gestor que produziu resultados para a sociedade do que pela imagem de político tradicional.

A mudança e a resposta a críticas de postura autoritária...

A cada dia que passa já não somos os mesmos do dia anterior. Evoluímos, pela apropriação de novos conhecimentos, pela experiência acumulada, pelo saber construído, pela troca de idéias com as pessoas e evoluí em muitas coisas. Noutras não. No respeito aos princípios éticos e morais, continuo inflexível na obediência às leis e aos princípios democráticos e republicanos. Não aceito o desperdício dos recursos públicos nem a apropriação privada do patrimônio público; condeno a compra de votos com serviços públicos ou com recursos aparentemente privados; exijo transparência nos gastos públicos...Repilo a corrupção em todas as suas formas! Também não mudei quanto ao tratamento rigoroso (sinônimo de autoritário, para alguns) nos casos de favorecimento indevido de determinadas pessoas com bens, serviços e recursos públicos. Finalmente, continuo rejeitando a "monarquia como forma de governo", com a perpetuação das pessoas ou de seus herdeiros nos cargos eletivos.

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Lição de Marketing Político

Marketing político não é mágica, não é jogada de efeito, nem factóide. Nenhum bom profissional pode garantir a vitória de um candidato.

Para não se dar mal, todo candidato tem que saber que seu marketing tem que ser lastreado na verdade, em argumentos e propostas verdadeiras, e que a mentira não se sustenta, em um país com uma democracia sólida como a nossa e, sobretudo, com uma imprensa investigativa como a que temos no Brasil.
Todo candidato tem que saber, também, que não é o marketing que irá definir tudo em sua candidatura, mas ele próprio. Ao longo da minha vida, alguns candidatos, logo na primeira reunião, me perguntavam: “Qual vai ser meu marketing? O que é que eu vou ter que dizer pra ganhar as eleições?” Se eu soubesse eu não era marketeiro, era um mágico.

E sugiro logo um exercício: Primeiro você me convence dos motivos que o eleitor deve ter para votar em você. Se você conseguir me convencer, quem sabe eu consiga também convencer os outros.
O Marketing vem depois e não antes. Ele é uma consequência do seu jeito, da sua história, dos seus projetos e não a causa. E por isso, insisto em repetir, não se iluda senhor candidato.

O máximo que um marketeiro pode lhe prometer é aumentar as suas chances de vitória e fazer com que você saia da campanha melhor do que entrou. E para isso você tem que fazer a sua parte.

(Texto extraído do Blog do publicitário e marqueteiro Duda Mendonça, que foi ao ar, hoje, pela primeira vez. Acesse aqui o Blog do Duda)

Tomate, morango e alface têm agrotóxicos em excesso

O tomate, o morango e a alface comercializados no país estão com excesso de agrotóxicos, aponta análise feita pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em parceria com secretarias de Saúde de 15 Estados e do Distrito Federal. Nos três casos, ao menos 40% das amostras analisadas - recolhidas em supermercados em 2007- tinham agrotóxicos acima do recomendável.

O alimento com maior nível de contaminação foi o tomate. Das 123 amostras analisadas, 55 apresentaram resultados insatisfatórios (44,72%). Além do teor de agrotóxico acima do que permite a legislação, os técnicos encontraram nessa cultura a substância monocrotofós, proibida no país desde novembro de 2006, em razão de sua alta toxicidade.

Uma boa solução, sem dúvida, benéfica para a saúde das pessoas que privilegiam as hortaliças e frutas cultivadas sem agrotóxicos, é adquiri-las na Feira do Produtor, no Hortomercado Municipal, que acontece sempre às terças e sextas-feiras, a partir das 17h.

Fernando Henrique na lista dos 100 intelectuais públicos mais importantes

O sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso foi selecionado como um dos 100 intelectuais públicos mais importantes da atualidade, em uma lista divulgada nesta quinta-feira pela revista americana Prospect.

A lista é ponto de partida para uma votação em que o público poderá selecionar os cinco nomes que consideram os mais importantes. Com base nos resultados, a revista criará um ranking dos principais intelectuais por ordem de importância.


Segundo a publicação, a escolha dos candidatos foi feita com base em "critérios simples": os intelectuais tinham que estar vivos e ativos na vida pública. Além disso, deveriam demonstrar excelência na sua área de atuação e habilidade em influenciar debates internacionais.

FHC foi o único brasileiro escolhido pela Prospect para integrar a lista dos candidatos. A relação inclui ainda nomes como o lingüista Noam Chomsky, o Papa Bento 16, o semiólogo italiano Umberto Eco, o ex-vice-presidente dos EUA e hoje ativista ambiental Al Gore, o filósofo alemão Jürgen Habermas, o ex-presidenciável peruano Mario Vargas Llosa, entre outras personalidades.

Esta não é a primeira vez que a revista Prospect faz um ranking dos 100 principais intelectuais. Em 2005, a publicação também abriu a votação para o público. Na ocasião, os cinco eleitos foram Noam Chomsky, Umberto Eco, Richard Dawkins, Václav Havel e Christopher Hitchens.

A votação para a escolha deste ano se encerra no dia 15 de maio. Os resultados estarão disponíveis online a partir de 23 de junho e serão divulgados na edição de julho da revista.

Gilmar Mendes assume no STF

Do ministro Gilmar Mendes, em seu primeiro dia como presidente do Supremo Tribunal Federal:
- Se alguém invade um prédio público, fez algo indevido. Se isso esteve em algum momento no quadro da normalidade é porque incorporamos o patológico na nossa mente.


- Não pode haver comprometimento de serviços públicos. Não pode haver lesão ao direito dos outros. Então, a autoridade de segurança pública terá que agir e o juiz não pode ter dúvida, deve autorizar a desintrusão de áreas e a preservação do Estado de direito.

- As ocupações já passaram dos limites constitucionais.

A respeito da invasão da Universidade de Brasília (UnB) por alunos que exigiam a saída do reitor – acusado de mau uso do dinheiro destinado à pesquisa:
- É valido como protesto. Mas impedir o funcionamento da UnB não me parece correto.

Durante a cerimônia de posse na presidência do Supremo, ontem à tarde, Gilmar Mendes pôs em dúvida a legalidade do que chama de movimentos sociais reivindicatórios – provavelmente se referindo ao Movimento dos Sem-Terra. E também criticou o excesso de medidas provisórias editadas pelo governo.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Abalo sísmico assusta regiões sul e sudeste

Após o tremor de 5,2 graus na escala Richter que atingiu cinco Estados na noite de terça-feira, novos abalos de intensidade parecida podem acontecer nos próximos dias. A informação foi dada por Lucas Vieira Barros, chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), em entrevista à TV Globo.
Disse o cientista: Sempre que acontece um tremor de terra é possível ter outros, que nós chamamos de pós-abalos. A gente sempre espera que os que vão acontecer não tenham magnitude maior. Alerta, porém, que não há motivo para a população ficar assustada. O tremor desta terça-feira, por exemplo, começou no mar, mas não há risco de tsunami. Ondas gigantes podem ser geradas quando se passa dos 7 graus na escala Richter. Segundo a Capitania dos Portos, no momento que foi registrado o fenômeno, seis barcos de patrulha estavam no mar, mas ninguém sentiu nada. De acordo com o Observatório Sismológico da UNB, o tremor ocorreu a 270 km do litoral de São Paulo. A região onde foi registrado o epicentro tem uma atividade sísmica grande por ser uma plataforma continental, com interfaces de regiões mais densas e menos densas.

terça-feira, 22 de abril de 2008

Estudo mostra como a Constituição de 1988 foi fraudada

Do blog do jornalista Políbio Braga:
"Não dá para compreender por que razão a totalidade da mídia gaúcha ignorou o seminário que a Ajuris [Associação dos Juristas do Rio Grande do Sul] promoveu para discutir o trabalho de Adriano Benayonb e Pedro Antonio Dourado de Rezende, intitulado Anatomia de uma fraude à Constituição.

Pois os dois estudiosos produziram um alentado trabalho de 28 laudas, baseado em pesquisas profundas efetuadas sobre a totalidade dos anais da Constituinte de 1988, concluindo que o atual ministro da Defesa, Nelson Jobim, e o então deputado federal do PTB, Gastone Righi, fraudaram a Constituição.

Na qualidade de relator de verdade (o relator formal foi Bernardo Cabral), Nelson Jobim introduziu dispositivo que não foi aprovado pelos constituintes, modificando o artigo 166, parágrafo 3º, Inciso II, alínea B, que trata do serviço (pagamento) da dívida externa, o que causou prejuízos estimados em R$ 55 bilhões ao País, apenas em 1989. O artigo beneficiou os credores (bancos) internacionais da dívida externa. Houve dolo".

Adriano Benayon é doutor em Economia, diplomata, advogado, consultor legislativo da Câmara Federal e do Senado e professor de Economia Política na Universidade de Brasília (UnB).

Pedro Antônio Dourado de Rezende, professor de Ciência da Computação da Universidade de Brasília (UnB), coordenador do programa de Extensão Universitária em Criptografia e Segurança Computacional da UnB, ATC PhD em Matemática Aplicada pela Universidade de Berkeley (EUA), ex-representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

Leia mais em
Anatomia de uma fraude à Constituição

Rapina real

O primeiro carregamento de ouro do Brasil chegou a Portugal em 1699. Levava meia tonelada de minérios. A quantidade foi aumentando até chegar a 25 toneladas em 1720. No total, estima-se que entre 1.000 e 3.000 toneladas de ouro foram transportadas do Brasil para a capital do império. O historiador Pandiá Calógeras calculou em 135 milhões de libras esterlinas o valor desse metal enviado para Portugal entre 1700 e 1801. Em moeda atual seria o equivalente a 7,5 bilhões de libras esterlinas ou 30 bilhões de reais. Um quinto desse total, ou seja, seis bilhões de reais em moeda de 2007, foi para os bolsos do rei em forma de impostos. Outro historiador, Tobias Monteiro, estimou que só de Minas Gerais foram despachadas para Portugal cerca de 535 toneladas de ouro entre 1695 e 1817, no valor de 54 milhões de libras esterlinas da época, ou 12 bilhões de reais corrigidos. Outros 150.000 quilos de ouro teriam sido contrabandeados no mesmo período, no cálculo de Monteiro.

Em 1729, o fluxo de riquezas para a metrópole aumentou ainda mais com a descoberta das jazidas de diamantes da colônia. Pandiá Calógeras avaliou em cerca de três milhões de quilates, aproximadamente 615 quilos, o total de diamantes extraídos no Brasil entre meados do século XVIII e começo do século XIX - incluindo pedras comercializadas legalmente e contrabandeadas.

*Referências encontradas no livro 1808, pág. 62, do jornalista Laurentino Gomes - Ed. Planeta, 2007.

Provocação

Desconfio seriamente que todos os episódios ruins (naturais ou produzidos) no Brasil, nos últimos 508 anos, são uma provocação sutilíssima engendrada por alguma força muito superior para testar a paciência dos pobres nativos dessa terra que ainda se conservam crédulos e esperam, pacientemente, alguma mudança no lado debaixo do Equador.



Salvo melhor juízo, desde que Cabral e suas caravelas aqui atracaram, o país perdeu a paz e quaisquer chances de vislumbrar um futuro promissor. Esse esplêndido berço quilométrico de sol, mar e riquezas mil virou o centro da cobiça de portugueses, franceses, holandeses e ingleses que, em pouco mais de três séculos, trataram de carregar o que puderam. Em troca, ensinaram toda a sorte de artimanhas, falcatruas e negociatas aos que aqui residiam. E como tudo que é ruim se espalha rapidamente, como rastilho de pólvora, nos séculos vindouros, a canalha aumentou e, com ela, a arte de mentir, enganar, roubar, traficar influência, ganhar dinheiro fácil nas costas dos néscios e outras especialidades do ramo virou ordem do dia no Brasil. Sem falar que temos uma dívida impagável com os patrícios de continente mais setentrional. Quem sabe em cinco séculos poderemos ajustar essas contas ou, quem sabe, pagaremos o débito com a Amazônia (ou com o que restar dela...)

Hoje, terreno mais do que fértil para a burla sistemática é a política, onde tudo acontece e nada é para o lado do que é bom, justo e correto. Ao contrário, parece que a inteligência esperta investida pelo voto só trabalha para atolar ainda mais o Brasil, um país continental, prenhe de miséria e desolação é o resultado dessa inflorescência podre que em Brasília viceja. Homens (?) que deveriam dar o melhor de si para resolver os problemas mínimos (se pede tão pouco!) da população dão o máximo somente para encher as suas burras e c’est fini. O mais que se exploda!

E nesse covil, a palavra mais usada, certamente, é ética. Analisem o quadro. A Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga o caso X é composta, na sua maioria, por integrantes do partido a que X pertence. Qual será a punição de X?

E o povo, coitado do povo, continua inerte, impassível. Apenas lê (quando tem essa habilidade) no jornal, todos os dias, as últimas novidades do Planalto, como capítulos seriados de uma história interminável. Ainda não têm consciência da tal provocação...Quem sabe um par de séculos ainda seja necessário para a reação. Ou não.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A bandeira dos inconfidentes...

Liberdade, ainda que tardia!
...deveria sempre estar tremulando no coração e nas mentes de todos aqueles que lutam por liberdade
- de expressão, de pensamento, de crença, etc.
Liberdade para viver e deixar viver!

Tiradentes e a liberdade, ainda que tardia...

Muito raramente, encontram-se vozes dissonantes no concerto laudatório a Joaquim José da Silva Xavier - Tiradentes, o protomártir da Independência do Brasil. Mesmo textos satíricos preservavam o herói, enquanto teciam críticas ao governo, a políticos ou a outras figuras de relevo. Poucos se aventuraram a contestar, timidamente que fosse, o conjunto de imagens consagradas, como fez o escritor Eduardo Frieiro, logo refutado por outros ensaístas. Em artigo publicado no jornal Estado de Minas, ele se mostrava incomodado com o tom laudatório predominante:

Na historiografia de Tiradentes, o tom apologético e a inflação verbal, exaltadamente patrióticos, próprios para despertar emoções para adolescentes, tornaram quase temerário o ponto de vista dos que consideram o drama da Inconfidência Mineira com certa frieza realista. Não tem faltado, entretanto, vozes autorizadas que subestimam a importância histórica da conjura larvar de 1789 e reduzam a proporções modestas o papel do homem afoito que pagou com a vida por falar demais e deitou a perder poetas, padres, doutores e militares pelo único crime de terem externado o seu inconformismo político.


Frieiro trabalhou, neste artigo, com as idéias de Joaquim Norberto de Souza Silva e de Capistrano de Abreu, no intuito de demonstrar a existência de outras versões sobre a conspiração e sobre o papel de Tiradentes. A intenção ficou explicitada em suas perguntas: Houve na realidade, uma tentativa séria de levante? Foi Tiradentes verdadeiramente o chefe dessa tentativa? Sua preocupação com a "verdade" sobre essa história levou-o a argumentos contrários à exaltação, mas isso não indica que fosse, ele próprio, partidário desses argumentos. Na verdade, ao final do artigo, Frieiro voltou à representação mais aceita que, mesmo considerando a possibilidade de um comportamento atrapalhado de Tiradentes, não alterou sensivelmente sua posição como mártir ou como herói, mesmo quando deixou entrever suas fraquezas:

Tiradentes pagou por falar demais. Pagou mais que os outros porque era um mestiço, de casta inferior, o mais humilde dos indiciados na devassa. Sua mente inflamada, típica do indivíduo impulsivo e generoso que está sempre pronto a fazer justiça por seu próprio arbítrio, comprometeu irremediavelmente os personagens do tenebroso drama urdido pela polícia política do tempo, truculenta e feroz como todas as justiças políticas. Mas a dignidade que conservou na provocação, em contraste com a pusilanimidade de quase todos os indiciados (os companheiros melhor posicionados economicamente receberam castigos públicos leves ou o desterro...), o holocausto de sua vida, exigido pelo absolutismo liberticida, o redimiram de todas as imprudências e leviandades. Sua sombra legendária de vítima do despotismo merece o respeito da História.

*Excerto de artigo da professora Thais Nívia de Lima e Fonseca, da Universidade Federal de Minas Gerais, em que analisa a produção jornalística sobre o herói nacional, procurando identificar os principais elementos constituidores daqueles textos, destacando os que têm evidente enraizamento no universo cultural brasileiro e que, por isso, apresentam uma longevidade considerável. A constatação de elementos que têm se mantido desde o século XIX indica, por um lado, a vitalidade do mito e, por outro, o poder persuasivo das associações estabelecidas, entre o sacrifício heróico de Tiradentes e as condutas dos que se colocam como seus herdeiros.

sábado, 19 de abril de 2008

Público ou privado?

Um presidente e um ex-presidente da República, oito ministros e sete governadores desembarcaram ontem, em Porto Alegre, para o casamento da advogada Paula Rousseff Araújo e do administrador de empresas Rafael Covolo. Paula é filha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Foi um ato oficial ou privado para convidados? Se foi privado, as autoridades podem usar equipamentos oficiais, como carros, aviões, etc.? Como se compara com o uso do cartão corporativo em consumo privado de outro tipo, mas do mesmo gênero?

Quando o valor não é reconhecido


Mesmo que a população de idosos cresça a cada ano, o Brasil já não tem olhos para os seus velhos. Assim, causou surpresa que, na semana passada, o Senado tenha aprovado dois projetos de lei beneficiando os aposentados. Ambos de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS).

Mais surpreendente foi a reação do governo. O presidente Lula mandou erguer barricadas na Câmara contra as duas propostas. Uma estende aos velhos pendurados na Previdência os reajustes do salário mínimo. Outro acaba com o fator previdenciário, concebido no governo Fernando Henrique, com o propósito de puxar pra baixo os benefícios, na hora da aposentadoria.

Irresponsabilidade, disse, já na primeira hora, o ministro Paulo Bernardo (Planejamento). São projetos que não têm a mínima chance de serem colocados em prática, ecoa, agora, o ministro Luiz
Marinho (Previdência), ex-presidente da CUT.

O argumento de que falta caixa ao governo não é negligenciável. Ao contrário, é central. O divertido é perceber que o PT só tenha descoberto isso agora, assim, de súbito. No governo de Fernando Henrique Cardoso, o partido de Lula endossava de olhos fechados qualquer proposta que viesse de Paulo Paim. Fez vigília contra o fator previdenciário. Agora...

Resta a sensação de que, no Brasil, embriagado com tanta incoerência, o único velho que tem o seu valor reconhecido é o escocês de 12 anos. Ou de 18 anos. Ou de 21 anos. Com duas pedrinhas de gelo. Não é à toa que o brasileiro foge para a previdência...

A polêmica da produção dos biocombustíveis


A produção de biocombustiveis a apartir de produtos agrícolas não usados como alimentos (mamona), versus a utilização de produtos de uso alimentar (milho, soja, cana-de-açúcar) recomenda um amplo debate, apoiado em dados estatísticos confiáveis (área de plantio, produção, consumo, processamento industrial, etc...) A discussão vem tomando corpo em nível mundial a partir da elevação sistemática do preço dos alimentos.

A escalada de ataques aos programas de biocombustíveis, uma das prioridades do Brasil, intensifica-se. Ontem foi a vez de Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), dizer que eles representam um problema moral e que os tumultos causados pela disparada nos preços dos alimentos podem ainda não ter chegado ao seu pico.Quando produzimos biocombustíveis de produtos agrícolas não usados como alimentos, tudo bem. Mas, quando eles são feitos de produtos alimentícios, isso representa sério problema moral, disse Strauss-Kahn à rádio Europe 1.
Questionado se apoiaria uma possível moratória na produção de biocombustíveis, Strauss-Kahn respondeu: Caso eles usem alimentos. Os EUA estão desviando sua produção de milho para fabricar álcool, elevando preços dos alimentos.Os países precisam encontrar o equilíbrio entre a solução de problemas ambientais e a necessidade de garantir que as pessoas não morram de fome, ele disse, acrescentando que os protestos causados pela alta nos custos dos alimentos em todo o mundo podem piorar.

Santiago no Google Earth

Santiago na tela do Google Earth

O Google Earth conecta o mundo através de redes com fio e sem fio, permitindo aos usuários ir a praticamente qualquer local do planeta e ver esses lugares com detalhes fotográficos. Este mapa é diferente de todos que você já viu. Ele é um modelo tridimensional do mundo real, baseado em imagens de satélite reais e com mapas, guias de restaurantes, hotéis, lazer, estabelecimentos comerciais e muito mais. Você pode aumentar o zoom a partir do espaço e chegar instantaneamente a visualização de ruas.Também é possí­vel criar uma imagem panorâmica ou passar direto de um lugar para outro, de uma cidade para outra ou até mesmo de um paí­s para outro. Use o Google Earth. Coloque o mundo em perspectiva.

Violência contra crianças

Tenho acompanhado todos os desdobramentos das investigações do assassinato de Isabella Nardoni através de jornais e da TV. A mídia abraçou o caso pela sua crueldade e, com certeza, por ter acontecido no seio de uma família de posses. Senão seria apenas mais uma notícia, logo esquecida em meio à crescente escalada da violência cometida diariamente contra menores, em todo mundo. Procurei algumas opiniões que refletissem análise um pouco mais abrangente sobre o caso. Encontrei-as nos articulistas da Folha de São Paulo - Gilberto Dimenstein, Hélio Schwartsman e Eliane Catanhêde. É desta última o texto mais emblemático. Leiam e reflitam.

Culpa e responsabilidade
Eliane Catanhêde
A imprensa está fazendo um carnaval com a morte da pequena Isabella. Algumas vezes, me envergonho. Outras, me convenço de que não é só um dado da realidade, mas também um mal necessário. Um choque, uma necessidade de reflexão coletiva.

Por que a vergonha? Porque fica a sensação de que Isabella continua sendo asfixiada, maltratada, humilhada e finalmente jogada do sexto andar todos os dias, de manhã, de tarde, de noite, de madrugada. Uma vítima sem fim. E tão indefesa. É como se aquelas câmeras e microfones invadissem a sua alma, roubando um pouco da dor da nossa menina para distribuir e animar a torcida.
E por que, apesar disso, a impressão de que há algo de positivo nessa voracidade da mídia? Porque os relatos do calvário de Isabella, sempre acompanhados de fotos tão enternecedoras, servem como um alerta geral. Um alerta para que todos nós tenhamos mais paciência, mais compreensão e sobretudo mais cuidado com os nossos pequeninos e não aconteçam tantas Isabellas por aí. Quantas vezes a própria Isabella já tinha sido vilipendiada? E quantas milhares de crianças são maltratadas todo santo dia, sem que nem ao menos o pai, a mãe ou ambos fiquem sabendo? (Quando não são eles mesmos os algozes...)

Criança, toda criança, uma vez ou outra pode ser irritante, mesmo aquela que você mais ama no mundo. Fica cansada, com fome, doentinha, com calor, com frio... É preciso paciência.

Aquela mãe/madrasta/professora/babá que vive mal-humorada, raiando à agressividade doentia, põe-se de alerta ao se confrontar com a história de Isabella. Aquele pai/padrasto/professor que deixa pra lá quando a companheira maltrata seu filho, porque não quer se aborrecer, não quer ter problema, fica mais esperto. Aqueles pais que liberam seus filhos para dormir em casa alheia, mesmo que de ex-cônjuges, sem investigar direito para onde estão mandando as crianças, começam a se preocupar.
E é preciso saber com quem estamos deixando as crianças. Na nossa (atenção ao plural e, portanto, ao mea culpa...) correria, em múltiplas funções de pais, profissionais, estudantes, viajantes, leitores, dedicamos muito pouco tempo às nossas crianças. Mas o pior não é a falta de tempo, é a de cuidado. Se nos falta tempo e cuidado, os nossos seres mais queridos e mais desprotegidos podem estar sendo, literalmente, entregues às feras.

Há que se resistir, porém, a uma vaga onda, que perpassa as conversas na academia, no barzinho, no elevador, contra padrastos e madrastas, como se todo o mal estivesse aí. Já há até registros informais de psicólogas e professoras, por exemplo, de aumento de procura e de temores em relação a eles.
Seria irreal pedir menos ímpeto da imprensa e o fim da monumental curiosidade mórbida da sociedade que, aliás, andam sempre juntos. Então, o mínimo que se pode esperar é que vasculhar toda a história e seus resultados seja para o bem, não para o mal.
O "caso Isabella" é um drama familiar. Mas bate fundo nos medos e nos dragões que devoram o equilíbrio individual e instigam reações coletivas.

A tragédia na TV

A lógica trata da reversão de pautas e prioridades pela audiência inesperada.

A ética trata dos limites da lógica que devem ser impostos pela condição humana.

O trágico caso Isabella está fazendo a felicidade dos telejornais no Brasil. A audiência dos programas cresceu em 46% na primeira quinzena deste mês em relação ao mesmo período de março.

Foi o caso do Brasil Urgente (Band). Outro jornal sensacionalista, o Balanço Geral, da Record, cresceu 25%. No dia 16, o Jornal da Band (crescimento de 24%) atingiu sua melhor média no ano: 7,5 pontos. O Jornal Nacional e o Jornal da Record aumentaram seus públicos em 9%. O JN saltou de 31,4 para 34,2 pontos. Atribuem-se, também, ao caso Isabella, as consecutivas lideranças da Record no período matutino. Ontem, o SP TV - 1ª Edição, dedicou mais de meia hora à história. No estúdio, os apresentadores entrevistavam o repórter Walmir Salário, numa tática que lembra a Rede TV! No Jornal Nacional, a cobertura chegou a ocupar 15 minutos e 20 segundos, na edição da última terça, o equivalente a 37% do telejornal. Naquele dia, a emissora teve acesso ao inquérito. Anteontem, o Balanço Geral, da Record, tinha em seu cenário uma cama, como se fosse a de Isabella. O apresentador manchava roupas com tinta vermelha e depois as lavava, para mostrar como age um produto usado por peritos para descobrir sangue. Já o Fala que Eu Te Escuto, da Igreja Universal, “reconstituiu” o crime com atores...

Ontem, com novos depoimentos do pai e da madrasta da menina, os canais de TV passaram o dia inteiro em função do caso, mostrando a comoção pública que o fato gerou. Os dois agora estão indiciados, pela vasta prova acumulada através dos laudos periciais.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

O cinismo e seus requintes

Filosofia surgida na Grécia antiga, o cinismo despreza todas as fórmulas da decência e da polidez e parece que tem aumentado muito o seu séquito de seguidores nos tempos atuais. No Brasil, então, nem se fala! Os nossos políticos exibem um cinismo profundo cada vez que precisam defender-se, negando até mesmo a própria realidade que, muitas vezes, aparece, escancarada.

Os cínicos são malandros da pior espécie, hábeis e ousados, experientes na arte de mentir e encontrar desculpas para o seu ultrajante comportamento, mesmo que lhes seja impossível ocultar a verdade, porém, sempre há um jeitinho, uma manobra, um acordo de compadres, geralmente celebrado com o apoio de seus pares, sejam do governo ou da oposição, mostrando que o corporativismo reina nas instâncias do poder e, como sempre, uma mão lava a outra...
Certo é que o cinismo demonstrado pelos políticos corrobora a máxima, mais cínica ainda, de que “a mentira muitas vezes contada, se transforma em verdade” ou, “a acusação, muitas vezes negada, inocenta o acusado”. Está claro que nada vai mudar esse inferno ético e moral em que vivemos enquanto não for afastada, definitivamente, a certeza da impunidade, o mal do século (ou do milênio), alegria e inspiração dos corruptos.
Pior mesmo é perceber que esse festival de cinismo e frouxidão moral acabou por contaminar toda a sociedade. Decência, honradez, honestidade, lealdade e competência já não são consideradas qualidades que podem levar uma pessoa ao sucesso, seja em que seara for. Agora, oportunismo, hipocrisia, esperteza, má-fé e mais uma lista infindável de safadezas, estas sim, são atributos que asseguram carreira meteórica, por mais inexpressivo que seja o cidadão. O que vale é o pendor para a venalidade, essa sim, considerada uma competência sine qua non para o êxito de qualquer empreendimento.
Como parece impossível combater a corrupção e bastante difícil acabar com a impunidade na atual conjuntura, parece que o combate à retórica do cinismo passa por conservarmos, a todo custo, uma mídia livre e autônoma, que privilegie a liberdade de informação e continue denunciando os cínicos de plantão e de ofício.

Novas regras para Campanha Eleitoral abrangem internet

Os candidatos às eleições municipais de 5 de outubro estão autorizados a divulgar propaganda eleitoral somente a partir de 6 de julho deste ano. A propaganda gratuita no rádio e na televisão será transmitida de 19 de agosto a 2 de outubro. Essas regras estão disciplinadas na Resolução 22.718 do Tribunal Superior Eleitoral, que traz algumas alterações em relação à última eleição, em 2006. Uma das novidades é a propaganda eleitoral pela internet. De acordo com o artigo 18 da Resolução, este tipo de propaganda só será permitido em página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral. A página da rede mundial de computadores pode ser mantida até a antevéspera do pleito, ou seja, 3 de outubro.

Também está na internet mais uma novidade da Resolução. As punições de cassação de registro e inelegibilidade impostas nos casos de uso indevido de meio de comunicação e abusos e excessos na divulgação de opinião favorável a candidato, partido ou coligação, que antes só atingiam reportagens da imprensa escrita, foram estendidas à reprodução virtual do jornal na internet.


Outra alteração trazida pela Resolução 22.718 é sobre o tamanho das placas, cartazes, pinturas ou inscrições em bens particulares. Na última eleição, as normas não traziam o tamanho máximo, apenas disciplinavam que era proibida a propaganda em tamanho que pudesse configurar uso indevido. Após vários julgamentos do TSE sobre o assunto durante o pleito de 2006, o Tribunal disciplinou que o tamanho máximo para este tipo de propaganda é de 4m². Quem desrespeitar essa norma pode pagar multa que varia de R$ 5.320,50 a R$ 15.961,50.


Regra sobre debates também foi alterada pela nova Resolução da propaganda. Quando não havia acordo entre os veículos de comunicação e os candidatos, era assegurada a participação de candidatos dos partidos políticos com representação na Câmara dos Deputados. Agora, a Resolução determina que a representação de cada partido é aquela resultante da eleição.


A autoridade competente para tomar as providências relacionadas à propaganda eleitoral e para julgar Representações sobre o assunto é o juiz eleitoral. Eventuais recursos podem chegar aos Tribunais Regionais Eleitorais e até ao TSE.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Transparência necessária

O governo e seus aliados no Congresso acusam a oposição de pretender ter acesso às despesas realizadas pelo gabinete da presidência da República no período Lula com o objetivo de descobrir ali eventuais irregularidades - e, uma vez de posse delas, denunciá-las.

Bem, que mal haveria nisso? É tarefa da oposição fiscalizar o governo. É obrigação dela denunciar eventuais erros cometidos pelo governo. O distinto público agradece.

Sem maioria na CPI do Cartão Corporativo para conseguir o que quer, a oposição requereu o acesso às despesas reaizadas pelo gabinete da presidência da República no período Lula, mas também no período Fernando Henrique Cardoso.

Que tal? Não lhe parece justo? A oposição examinaria as contas do período Lula. E a turma do governo as contas do período passado.

O requerimento foi rejeitado pela esmagadora maioria de votos que o governo dispõe na CPI.

De que tanto medo tem o governo? O que ele tanto tenta esconder?

Se o governo inglês divulga até o preço de uma carruagem alugada para transportar um dos membros da família real por que aqui não podemos saber quanto nos custa manter o presidente da República, sua família e seu gabinete?

O Ricardo Noblat pensa assim. Eu também!

Após três anos, BC aumenta a taxa de juros


Com receio de que a inflação lhe fuja ao controle, o Banco Central decidiu aumentar a taxa básica de juros da economia. Subiu meio ponto percentual, de 11,25% para 11,75%. É a primeira elevação da taxa selic desde maio de 2005.

A decisão foi endossa por todos os integrantes do Copom. Em seu comunicado, o Conselho de Política Monetária deixou claros os seus motivos. Há no primeiro escalão do BC um certo pânico com a curva ascendente das taxas de inflação.

Diz o texto: "Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectiva para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 11,75% ao ano, sem viés. O comitê entende que a decisão de realizar, de imediato, parte relevante do movimento da taxa básica de juros irá contribuir para a diminuição tempestiva do risco que se configura para o cenário inflacionário e, como conseqüência, para reduzir a magnitude do ajuste total a ser implementado."
Em suma, o BC está com medo do aumento do consumo das famílias brasileiras e dos gastos do próprio governo, cada vez mais incontrolável...

Eu recomendo...


A Elegância do Ouriço
Muriel Barbery
Companhia das Letras

Um prédio elegante no centro de Paris; uma desconfiada zeladora de meia-idade, fã de Tolstoi e do Oriente; uma garota cáustica, às turras com a família; um senhor japonês sorridente e misterioso. Com esses ingredientes díspares, Muriel Barbery fez do romance A Elegância do Ouriço a boa surpresa literária de 2006 na França, onde vendeu mais de 850 mil exemplares.
À primeira vista, não se nota grande movimento no número 7 da Rue de Grenelle: o endereço é chique, e os moradores são gente rica e tradicional. Para ingressar no prédio e poder conhecer seus personagens, com suas manias e segredos, será preciso infiltrar um agente ou uma agente ou, por que não? duas agentes. É justamente o que faz Muriel Barbery em A Elegância do Ouriço, seu segundo romance. Para começar, dando voz a Renée, que parece ser a zeladora por excelência: baixota, ranzinza e sempre pronta a bater a porta na cara de alguém. Na verdade, uma observadora refinada, ora terna, ora ácida, e um personagem complexo, que apaga as pegadas para que ninguém adivinhe o que guarda na toca: um amor extremado às letras e às artes, sem as nódoas de classe e de esnobismo que mancham o perfil dos seus muitos patrões.
E ainda há Paloma, a caçula da família Josse. O pai é um figurão da política, a mãe dondoca tem doutorado em Letras, a irmã mais velha jura que é filósofa, mas Paloma conhece bem demais o verso e o reverso da vida familiar para engolir a história oficial. Tanto que se impõe um desafio terrível: ou descobre algum sentido para a vida, ou comete suicídio (e provoca incêndio no apartamento da família) no seu aniversário de treze anos. Enquanto a data não chega, mantém duas séries de anotações pessoais e filosóficas: os Pensamentos Profundos e o Diário do Movimento do Mundo, crônicas de suas experiências íntimas e também da vida no prédio.
As vozes da garota e da zeladora, primeiro paralelas, depois entrelaçadas, vão desenhando uma espiral em que se misturam argumentos filosóficos, instantes de revelação estética, birras de classe e maldades adolescentes, poemas orientais e filmes blockbuster. As duas filósofas, Renée e Paloma, estão inteiramente entregues a esse ímpeto satírico e devastador, quando chega de mudança o bem-humorado Kakuro Ozu, senhor japonês com nome de cineasta que, sem alarde, saberá salvá-las tanto da mediocridade geral como dos próprios espinhos.
Imperdível! Para comprovar que sempre é possível encontrar leitura interessante proposta por autores inteligentes e criativos.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Anúncio desastrado provoca tumulto mundial

Haroldo Lima, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), tornou-se celebridade mundial ao anunciar a suposta descoberta, pela Petrobras, de um novo mega-campo petrolífero na Bacia de Santos. Um dia depois de eletrificar o noticiário e de sacudir as bolsas de São Paulo, Nova York, Madri e Londres, a “autoridade” deu de ombros para as críticas.

Haroldo Lima esteve, nesta terça-feira (15), na comissão de Assuntos Econômicos do Senado. Ali, indagado acerca da lambança da véspera, disse: Não fiz anúncio de nada. Eu sou autoridade, não sou subordinado à Comissão de Valores Mobiliários. Sou membro do governo e estava falando para um público especializado.

Depois, em entrevista, declarou que nem sabe onde fica a Bolsa de Valores. Esclareceu que apenas ecoara informações já veiculadas, em fevereiro, por uma publicação dos EUA, a revista World Oil.

Na manhã da véspera, em palestra na FGV, a lorota da “autoridade” era outra. O diretor da Agência Nacional de Petróleo mencionara informações recebidas, em caráter extra-oficial, de fonte da própria Petrobras. Só depois de ter sido desautorizado pela estatal é que Haroldo Lima pôs a
revista norte-americana na roda.

Haroldo Lima, um ex-deputado federal do PC do B da Bahia, foi indicado por Lula para ocupar a cadeira de diretor-geral da ANP. Referendado pelo Senado, ele tem mandato. Ou seja, não pode ser ejetado do posto, embora merecesse.

Assim, resta à platéia a opção de suportá-lo. Além de aguardar pela conclusão das pesquisas da Petrobras. Tem-se, por ora, apenas a previsão infalível da “autoridade”: pode ser que a estatal brasileira esteja na bica de enfiar suas perfuratrizes num manancial de óleo jamais visto na história desse país. Isso, evidentemente, na hipótese de as pesquisas não demonstrarem o contrário.

Os técnicos trabalham com muitos imprevisíveis. E, quando há imprevisíveis, é impossível prever. Mas Haroldo Lima, descobre-se agora, é uma “autoridade”. De Bolsa de Valores não entende nada. Seus conhecimentos petrolíferos ainda estão pendentes de confirmação. Mas sua autoridade no ramo da quiromancia já é inquestionável.

Animais agora podem viajar de ônibus

Apaixonados por cães e gatos não precisam mais esconder seus mascotes quando utilizarem transporte coletivo rodoviário - é só comprarem passagem para os bichinhos. O transporte de animais em ônibus intermunicipais foi regulamentado no dia 10 de abril pelo DAER.

Podem viajar cães e gatos de pequeno porte, com, no máximo, oito quilos. E cães guias (sem limite de peso), desde de acompanhando o dono cego ou com pouca visão. Os animais de até oito quilos deverão ir dentro de uma caixa de fibra de vidro ou similar, medindo 41cm x 36cm x 33cm, que deverá ser posicionada no assoalho, embaixo da poltrona do passageiro.

No embarque o dono deve apresentar um atestado veterinário sobre a saúde do animal que deve estar dentro do prazo de validade, de 15 dias. Na carteira de vacinação deve constar a imunização anti-rábica e polivalente. Cada ônibus pode levar, no máximo, três animais (dois pequenos, dentro de caixas, e um cão guia). Terão preferência os primeiros compradores da passagem.

O passageiro tem a obrigação de manter a higiene da caixa e do animal durante a viagem. Como o animal deve viajar sedado, a dose é prescrita pelo veterinário. O dono aplica as gotas na boca do animal, 30 minutos antes do embarque, o que deixa o bicho sonolento e calmo, porém não desacordado. Fêmeas grávidas ou no cio não poderão ser transportadas.

A Estação Rodoviária de Porto Alegre informa que já começou, embora tímida, a procura por bilhetes para animais. A tarifa dos bichos custa metade da convencional. No prazo de um ano, as empresas de ônibus deverão providenciar, junto às montadoras, locais exclusivos para o transporte de animais.

Brasil reduz número de fusos horários


Será sancionada nos próximos dias a lei que reduz de quatro para três o número de fusos horários no Brasil. A mudança, prevista em projeto aprovado pelo Senado, atinge 46 municípios da região Norte, localizados nos estados do Acre, Amazonas e Pará.

Com a alteração, todos os 22 municípios do Acre, hoje com duas horas a menos em relação ao horário oficial de Brasília, terão o fuso adiantado em uma hora. A mudança vai incluir, ainda, os municípios da parte oeste do Amazonas, na divisa com o território acreano. Assim, os estados do Acre e do Amazonas não terão mais diferenças de fuso. O Pará, que atualmente tem dois fusos horários, passará a ter horário único.

Segundo o líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), a iniciativa é importante - Ajuda a resolver um pouco o problema das grades das redes de TV, mas a questão da classificação indicativa ainda precisamos resolver...

Escolhas

Todos os dias fazemos escolhas e delas depende, invariavelmente, a qualidade da nossa vida.
O problema é que, hoje em dia, está cada vez mais difícil sermos os artífices das nossas escolhas. Tem muita gente escolhendo por nós, como se fôssemos marionetes, como se não tivéssemos opinião nem vontade; como se não pudéssemos discernir o que é melhor para cada um de nós – o que é justo, o que é correto, o que é bom. E assim, vamos nos deixando levar por escolhas alheias, afrouxando as correntes que nos detêm nos limites da nossa capacidade discricionária de efetuar julgamentos.

Pois é, a condição de cidadania, a missão individual dentro do ambiente coletivo, as aspirações pessoais, a integridade do comportamento face a um ambiente contraditório e hostil são patrimônio do qual não podemos abrir mão, sejam quais forem os impactos e as conseqüências. A ética é um valor elementar, impregnado em nossos registros básicos. É preciso coragem, maturidade e elevado do nível de consciência para escolher a opção ética, porém, essa se mostra a opção mais correta porque permite ao indivíduo desenvolvimento sem amarras, liberdade de comportamento e tranqüilidade moral que lhe dá cada vez mais condições de avançar em termos de realizações, pessoais e profissionais.

Agir eticamente é poder escolher, é ser competitivo, comprometido consigo mesmo, em sintonia com a essência, descartando a aparência que fere e afasta o que temos de melhor. Esse é o comportamento desejável. Decisões e ações geram conseqüências que precisam ser sempre medidas, porém a atitude ética e íntegra, vai permitir que ultrapassemos nossas limitações e tentações diárias.
É muito mais fácil deixarmos de fazer escolhas e alugar nossa integridade aos gentios, agindo dentro dos cânones do oportunismo que grassa descaradamente no cenário nacional, aonde o maior exemplo vem daquele que nada vê, nada sabe e nada faz, mas é o senhor oculto e in-culto de todos os destinos, en passant, é claro!. Continuar fazendo escolhas deve ser a meta elementar de todos os cidadãos e ainda há instrumentos muito poderosos ao nosso alcance. Basta que não nos esqueçamos deles, que sonhemos com eles e os façamos prosperar. E a ferramenta mais valiosa, com certeza, é o voto, que vamos exercitar proximamente.
Um bom exercício de análise do cenário que se avizinha é prudente e interessante.

sábado, 12 de abril de 2008

Bela Confraternização!

Vulmar Leite, Sérgio Prates, Pedro Pereira, Cláudio Diaz e João Batista Borges

O Encontro do PSDB realizado no dia 11 de abril, apesar da tempestade que se abateu sobre a região, impedindo a presença de alguns companheiros, foi muito agradável. Pudemos rever velhos amigos e conhecer companheiros de outras cidades, como Jaguari (onde o partido ainda é Comissão Provisória), Unistalda e Dom Pedrito, em que já está estruturado, através da presença da vereadora Lorena, pré-candidata a prefeita.

Estiveram presentes o deputado estadual Pedro Pereira e o deputado federal Cláudio Diaz, que vieram trazar a sua sua palavra de apoio e incentivo aos companheiros do PSDB, que se preparam para as eleições municipais de outubro.
Muita aplaudida a manifestação de Vulmar Leite, pré-candidato a prefeito de Santiago.
Também esteve presente ao evento o presidente da Câmara de Vereadores, Nelson Abreu (PDT) e seu chefe de gabinete, Paulo Rosado.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

PSDB promove Encontro Regional

A Comissão Executiva Municipal do PSDB de Santiago promove, hoje à noite, às 20h, no CTG Os Tropeiros, um Encontro Regional do partido, para confraternização, troca de idéias e articulação de estratégias conjuntas tendo em vista as eleições municipais deste ano.

Além de filiados e simpatizantes de Santiago e dos municípios vizinhos, estarão presentes os deputados estaduais Pedro Pereira e Nelson Marchezan Júnior e o deputado federal Cláudio Diaz.
Há pouco, recebi a informação de Vulmar Leite de que o deputado federal Raul Pauletti destinou uma emenda parlamentar para a APAE de Santiago, junto ao Orçamento Geral da União, no montante de R$ 100.000,00 - registrada pelo nº. 25640011 - com a funcional programática sob o nº 08.244.1385.2B31, a ser direcionado para as APAEs.Uma boa notícia, principalmente porque a APAE desenvolve trabalho importante na educação e na inclusão social de pessoas que possuem necessidades especiais e recursos são sempre muito bem-vindos para a melhoria de infra-estrutura, equipamentos e aperfeiçoamento de seus docentes.