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terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A segunda quadra da Rua dos Poetas


Ontem à noite foi inaugurada a segunda quadra da Rua dos Poetas, situada entre a Rua Benjamin Constant e a Avenida Júlio de Castilhos. Belo evento. Justa homenagem a artistas santiaguenses e a homens talentosos que aqui decidiram viver, talvez enamorados pelos encantos da nossa gente, talvez inebriados pelo ar que nos envolve... fatal sortilégio de desconhecida autoria!

Enfim, Filinto Charão, Aureliano de Figueiredo Pinto, Ney Arami Dornelles, Adelmo Simas Genro, Manoel Vargas Loureiro, Oneron Jornada Dornelles, Antero do Amaral Simões, Rivadavia Severo (Dr. Rivota), Guirahy Pozo, Arno Gieseler e Juvenil Eurides Dorneles Nunes estão imortalizados, serão conhecidos e reverenciados por sua arte, seja na prosa, na poesia, na música ou na escultura...

Na ocasião, recebemos belíssimo livro que reúne algumas peças da produção de cada homenageado, com organização da talentosíssima Erilaine Perez, com apresentação de nosso mestre Froilam de Oliveira, ilustrações de Otelo Ribeiro e material cedido pelo Dr. Valdir Amaral Pinto, seguramente o maior conhecedor de todas essas obras, depositário fiel, por sensibilidade e amor à palavra, dos tesouros literários aqui produzidos.

Estou lendo a Antologia II, louca para escrever a Rua dos Poetas, n° 2!

Relembrando: Rua dos Poetas, n° 1

Em 04 de outubro de 2007, por ocasião da inauguração da primeira quadra da Rua dos Poetas, escrevi Rua dos Poetas, n° 1, em minha página semanal, na Folha Santiago, uma singela homenagem a Caio Fernando Abreu, Manuel do Carmo, Zeca Blau, Ramiro Barcellos, Túlio Piva, Antônio Carlos Machado, Sílvio Duncan, Carlos Humberto Aquino Frota e Jaime Medeiros Pinto:

Santiago. Rua dos Poetas. Noite de 3 de outubro de 2007. No puro ar da madrugada, leve brisa faz balançarem minúsculas estrelas de prata que restaram da festa de poucas horas antes. Suas partículas de luz envolvem Caio, Manuel, Zeca, Ramiro, Túlio, Antônio Carlos, Sílvio, Carlos Humberto e Jaime, nove homens que deslizam lentamente, lado a lado, na solidão da rua, tão diferentes em sua circunstância, tão si-métrica e exatamente iguais na sua arte, prosa-poesia-palavra-poética – afinal, o que é a poesia senão a palavra rítmica que escorregou da frase e caiu na outra linha? E a prosa, não é somente a palavra comportada, tão bela quanto cântico, que insiste em caminhar até o fim da pauta?

Estes homens-poetas, arquitetos de mil-palavras se movem na aragem noturna e comovem uns aos outros, ao contemplarem suas faces esculpidas em bronze, na pedra que os eterniza, humaniza e traz para perto do povo. E caminham, mirando-se no espelho do tempo. Caio relembra outros momentos, outra rua, em que correu, desesperadamente, sua solidão até a uma porta que não se abriu... Manuel, ao caminhar, recorda a sua musa, dourada como o sol, argêntea como a lua... Zeca procura, com o olhar comprido, em íntimas paragens, o encanto das tardes de sonho de outrora... Ramiro sente ainda o cheiro bom de terra e de capim molhados e enxerga, protegendo o fundo da paisagem, o horizonte em fogo, como lenço colorado...Túlio, um pouco atrás, evoca vozes, ternamente mansas, trazidas pela boca do vento, que sopram fantasias e lembranças...

Antônio Carlos perscruta a noite e lembra a tão próxima Vila Flores, terra sagrada, berço e bom abrigo da bela vida passada, sempre tropeada no corredor das lembranças... Sílvio levanta os olhos e avista uma alma de Quixote cruzando o campo, aguda como ponta de faca campeira, revolta de loucura santa... Mais contemplativo, Carlos Humberto reflete sobre o papel da verdade que, se imagem arrancada dos livros de Geografia, ganharia a suavidade dos riachos, falaria com a simplicidade das águas tranqüilas, que não se encrespam de irritação, nem quando as tempestades acabam... E Jaime, feliz, reúne a todos e recita: Eu te agradeço, Senhor, glória tamanha, de viver aqui no terno seio deste povo, terei sempre que agradecer de novo!... E da simpleza do meu gesto me perdoa. Mas é a voz da minha alma que ressoa, neste canto de amor em tom de prece: Obrigado, Senhor! – É Santiago que agradece.

Reflexos e reflexões

Chega o fim do ano. Natal. E logo, o começo de um novo ano na vida de todos nós. Entre o fim de um e o início de outro, uma pausa saudável para reflexão.

Uma parada estratégica, simbólica, enfim, um exercício de logística existencial, para um acerto com os ponteiros da vida.

Valeu a pena todo o esforço?

Você não trabalhou muito mais do que deveria?

Não dedicou demasiado tempo (precioso tempo!) a causas externas, que em nada têm a ver com o seu bem-estar interior?

Como anda a sua auto-estima?

Como? Você não consegue parar, nem para refletir, mesmo que por um instante?

Ei! Sente!

Relaxe alguns minutos. Tente visualizar o seu reflexo, com os olhos fechados. Tente observar o seu equilíbrio em movimento. Controle a sua respiração. Busque sintonizar-se harmonicamente com o espaço circundante, mesmo que haja barulho e ruído. Instale o silêncio, aquele que vem de dentro. Cubra de luz o seu reflexo e viaje.

Viaje. Uma jornada para o interior da alma.

E daí, medite... Refaça a sua trajetória até agora. Enxergue o que foi bom. Armazene. Descubra o que foi ruim. Descarte ou recomponha, se houver como. Tente compreender o que ainda não faz sentido. Se não puder, esqueça, ou procure ajuda para entender o que parece insólito e sem finalidade. Sempre há um propósito...Seja generoso, até com aqueles que te fizeram sofrer, porque eles foram o exercício drástico para que pudesses transformar a tua dor em pérolas. O sofrimento nos recompõe como seres humanos e nos faz crescer.

Continue, num lento e leve caminhar, sem que se possa sentir os teus passos para dentro de ti mesmo. E aí, aí mesmo, embaixo dessa árvore verde, fresca e silenciosa e luzidia como num suave amanhecer, deite na relva e descanse.

Crie, no repouso, o que você quer que aconteça no ano que vem chegando. Planeje, cuidadosamente, os passos e ouça a voz do coração, aquela que nunca está errada.

Levante, num lento e leve caminhar e retorne para a vida. Vista o seu reflexo, ainda pleno de reflexões e acredite. Desate os nós, estenda as mãos, abra os braços. Compartilhe. Divida. Ampare. Ouse. Ame. Lute. Viva!

Espero que você tenha passado um bom Natal e desejo um Ano-Novo cheio de oportunidades. Entre um e outro, dê um tempo para a sua alma respirar...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Brasil é o 70° colocado no Índice de Desenvolvimento Humano do PNUD


O Brasil continua no grupo de nações com alto índice de desenvolvimento humano, mas não subiu posições no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), divulgado nesta quinta-feira (18) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O país ficou na mesma 70ª colocação obtida no último levantamento, divulgado em 2007, e foi ultrapassado pela Venezuela. Islândia, Noruega, Canadá, Austrália e Irlanda lideram o ranking.

O ranking com 179 países considera dados socioeconômicos de dois anos antes da divulgação do relatório. Pelos dados do PNUD, o Brasil teve uma melhora na avaliação – passou de 0,802 pontos no IDH para 0,807. Países com avaliação igual ou superior a 0,800 são considerados de alto índice de desenvolvimento humano. Quanto mais próximo de 1, melhor o índice.

O objetivo da elaboração do Índice de Desenvolvimento Humano é oferecer um contraponto a outro indicador muito utilizado, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, que considera apenas a dimensão econômica do desenvolvimento. Criado por Mahbub ul Haq com a colaboração do economista indiano Amartya Sen, ganhador do Prêmio Nobel de Economia de 1998, o IDH pretende ser uma medida geral, sintética, do desenvolvimento humano. Não abrange todos os aspectos de desenvolvimento e não é uma representação da "felicidade" das pessoas, nem indica "o melhor lugar no mundo para se viver".

Além de computar o PIB per capita, depois de corrigi-lo pelo poder de compra da moeda de cada país, o IDH também leva em conta dois outros componentes:
a longevidade e a educação. Para aferir a longevidade, o indicador utiliza números de expectativa de vida ao nascer. O item educação é avaliado pelo índice de analfabetismo e pela taxa de matrícula em todos os níveis de ensino. A renda é mensurada pelo PIB per capita, em dólar PPC (paridade do poder de compra, que elimina as diferenças de custo de vida entre os países). Essas três dimensões têm a mesma importância no índice, que varia de zero a um.

Segundo o economista Flavio Comim, coordenador do Relatório de Desenvolvimento Humano Nacional do PNUD, “o Brasil teve uma melhora pequena, mas consistente”. “O país evoluiu bastante em saúde, com aumento da expectativa de vida, alfabetização, principal responsável pela melhora do índice e renda, embora com um crescimento um pouco menor.”

Na América Latina, porém, o Brasil foi ultrapassado no ranking pela
Venezuela. O país vizinho subiu 13 pontos no ranking, passando da 74ª posição para a 61ª, com um índice de 0,826.

O desempenho venezuelano só não foi melhor que o do
Equador, que subiu 17 pontos (passou da 89ª posição para a 72ª). Os dois vizinhos deixaram o grupo de nações de médio índice de desenvolvimento humano e passaram a integrar o grupo de 75 países de alto índice.

No caso da Venezuela, Comim disse que o crescimento se deveu a mudanças na metodologia da pesquisa. Neste último levantamento, o PNUD fez uma “revisão substancial” na Paridade de Poder de Compra (PPP), índice que leva em conta os preços comparativos de mil produtos entre os países. “Um dólar em Londres tem um valor diferente do que um dólar no México”, afirmou.

De acordo com Comim, o que aconteceu com a Venezuela e Equador foi o recálculo da paridade de compra. “Os preços estavam mais baixos do que se pensava nos dois países”, declarou. No caso da Venezuela, também houve um forte aumento do PIB per capita devido aos ganhos com o petróleo – o país é um dos dez maiores produtores de petróleo do mundo.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Mancha no mar no litoral norte do Rio Grande do Sul

Uma estranha mancha colorida no mar chamou a atenção no litoral norte do Rio Grande do Sul, nesta quarta-feira (17). A mancha apresenta cor alaranjada e está espalhada em uma faixa do mar, que fica a pouco mais de trezentos metros da beira da praia. A Brigada Militar sobrevoou a região para monitorar o deslocamento da mancha. Ambientalistas ainda não sabem dizer qual é a natureza do fenômeno e vão coletar amostras da água para análise 

Do G1
Foto: Diego Vara/Zero Hora/Ag.RBS)

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Banco Central mantém juros inalterados

Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira, manter a taxa de juros em 13,75%, sem viés, mostrando que a preocupação da autoridade monetária com a inflação ainda é maior do que o temor de que o Brasil, seguindo a tendência de muitas das maiores economias do mundo, esteja a caminho de uma recessão.

Segundo um comunicado divulgado na noite desta quarta-feira, o Copom chegou a cogitar a hipóteses de baixar os juros já nesta reunião, mas a decisão de manter a taxa estável foi unânime.

Com a decisão, o Brasil manteve a maior taxa real de juros do mundo, com 7,85%. O número é resultado da taxa básica, descontada a inflação.

Enquanto a inflação em alta exige taxas de juros mais elevadas, a recessão pede uma dose menor.

Na última reunião do Copom, em outubro, a grande dificuldade do Banco Central na hora de tomar sua decisão foi analisar a instabilidade e a falta de clareza no cenário internacional. Mas segundo economistas, a situação agora está um pouco mais clara – mas para pior, o que reforçaria a necessidade de queda dos juros. Já se sabe, por exemplo, que as economias ricas, como Estados Unidos e Grã-Bretanha, já estão em recessão.

Por outro lado, dados divulgados pelo IBGE nesta semana mostram que o Brasil teve um crescimento de 6,8% no terceiro trimestre de 2008, o que pode ter influenciado a decisão do Copom de manter a taxa.

O Copom volta a se reunir nos dias 20 e 21 de janeiro de 2009.

Fonte: BBC-Brasil

Câmara dos Deputados aprova projeto que cria o MEI - Micro Empreendedor Individual

Câmara dos Deputados aprovou na tarde desta quarta (10) o projeto de lei que cria a figura do MEI (Micro Empreendedor Individual), tornando legais, no país, as empresas constituídas por uma só pessoa. A proposta, que já havia sido aprovada no Senado, agora vai à sanção de Lula.

Podem se enquadrar como MEI todos os microempresários que tenham obtido receita bruta de R$ 36 mil no ano anterior. Eles podem requerer o enquadramento no Supersimples e terão de recolher mensalmente valores simbólicos de contribuições e tributos: 

- R$ 45,65 (11% do salário mínimo) atítulo de contribuição previdenciária;
- R$ 1, se forem contribuintes do ICMS;
- R$ 5, se forem contribuintes do ISS.

Será permitido ao MEI ter apenas um empregado, com vencimento equivalente ao salário mínimo, recolhendo contribuição previdenciária patronal de R$ 12,45.

Se for sancionada pelo presidente da República, a nova lei pode estimular a formalização de profissionais que hoje atuam na informalidade, cerca de 15 milhões de brasileiros. Pelo projeto, as novas regras passam a vigorar a partir de 1º de julho de 2009. O autor é o deputado Antonio Carlos Mendes Thame (PSDB-SP). No Senado, o projeto foi modificado pelo relator, Adelmir Santana (DEM-DF).

As mudanças introduzidas no Senado (21 ao todo) foram ratificadas pelos deputados na votação de hoje que foi unânime: 346 votos. Depois que receber o projeto, Lula terá 15 dias úteis para decidir o que fará com ele. Pode sancioná-lo ou vetá-lo parcial ou integralmente. Líderes governistas no Legislativo informam que o presidente deve sancionar a lei.

Fonte: Agência Câmara

Assumem novos gestores do Centro Empresarial de Santiago

Empresário Ivori Antônio Guasso, novo presidente do CES

O Centro Empresarial de Santiago vai empossar a diretoria para a gestão 2009, amanhã, 12 de dezembro, em jantar no Avenida Tênis Clube, a partir das 20h30min.

A nova diretoria do CES, que foi eleita ontem, conta com a participação dos seguintes associados:

Presidente - Ivori Antônio Guasso
Vice-presidente - Carlos Naressi

Presidente da ACIS - Valéria Noronha Tusi
Vice-presidente da ACIS - Luiz Antonio Alves
Presidente da CDL - Cláudio Colpo
Vice-presidente da CDL - Eduardo Lavarda
Presidente do SINDILOJAS - Zalmir Fava
Vice-presidente do SINDILOJAS - Carlos Naressi
Diretor Financeiro - Paulo Nicola
Diretor de Comércio - Vander Guasso
Diretor de Indústria - Luciano Tier Faturi
Diretora de Serviços - Luciane Possa dos Santos
Diretores Jurídicos - Silvio Tusi Júnior e Marcelo Pena Noronha
Diretor de Esporte, Cultura e Lazer - Germano González
Diretor dos Jovens Empresários - Bruno Gavioli
Diretor da Qualidade - Vagner da Silveira
Diretora Social - Eloísa Machado

Conselho Fiscal

ACIS - Aldacir Callegaro e Mauro Burmann
CDL - Vianei Lehnhard e Wilson Roberto Bianchini
SINDILOJAS - Luiz Francisco Rodrigues e José Oli Tier. 

Desejo uma excelente gestão ao empresário Ivori Antônio Guasso e aos seus companheiros de diretoria do CES. Como associada da entidade e colaboradora durante seis anos, quando atuei como assessora de comunicação, por isso muito próxima e conhecedora de todas as atividades desenvolvidas, sei que é uma missão desgastante, porém desafiadora para os novos gestores. Espero que tenham coragem e determinação para manter o CES independente e cada vez mais na vanguarda das ações pelo desenvolvimento de Santiago, especialmente numa época de crise econômica como a que nos defrontamos no momento, em que o desemprego toma proporções alarmantes. A hora é de inovar e ousar.

Imagem: Ricardo Seibt, A Folha Santiago

Pesquisa do Ipea confirma rápido envelhecimento da população brasileira

Pesquisa feita pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) indica que a população brasileira envelhece rapidamente. O estudo estima que, em 2040, haverá no Brasil 55,5 milhões de pessoas idosas. Em três décadas, os brasileiros com mais de 60 anos serão 27% da população - um contingente com força para definir, por exemplo, uma eleição presidencial.

Os dados apontam para a uma necessidade urgente: é preciso planejar o financiamento das políticas públicas voltadas para o idoso que sejam eficazes e funcionem.

Alguns dos números levantados pelo Ipea:

1950: Nesse ano, havia no Brasil apenas 2,2 milhões de pessoas com mais de 60 anos. O contingente representava escassos 4,3% da população;

2000: Há oito anos, os idosos eram contados em 14,5 milhões - 8,6% da população;

2040: Em 32 anos, os idosos formarão um contingente de 55,5 milhões de brasileiros - 26,8% da população.

A pesquisa foi realizada por quatro profissionais do Ipea - Luciana Laccoud, Luseni Aquino, Analía Soria e Patrícia Dario El-Moor. Os resultados estão no livro"Envelhecimento e Depedência: Desafios para a Organização da Proteção Social", que foi lançado ontem.

Helmut Schwarzer, secretário de políticas do Ministério da Previdência, compareceu ao lançamento do livro e reconheceu que o governo precisa aprofundar os estudos e o planejamento de novas políticas para o idoso. Mas não soube explicar de onde sairão os recursos, a não ser a possibilidade de utilizar os possíveis dividendos das futuras explorações do pré-sal...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Nova rádio na Web - Destake FM

Está no ar e fazendo muito sucesso uma nova rádio na Web - a DESTAKE - FM, do meu talentoso amigo Iltom Vargas de Oliveira. Se você quer estar sempre bem-informado, além de curtir música de excelente qualidade, ligue-se na DESTAKE-FM. Vale a pena conferir!

Para acessar:

Clique aqui se você tem o Windows Media Player:

http://67.228.124.102/castcontrol/playlist.php?port=8080&type=asx

Clique aqui se você tem o Real Player:

http://67.228.124.102/castcontrol/playlist.php?port=8080&type=ram

Clique aqui se você tem o Winamp:
http://67.228.124.102/castcontrol/playlist.php?port=8080

Clique aqui se você tem o Quick Time
:
http://67.228.124.102/castcontrol/playlist.php?port=8080&type=pls

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O Soberano

“Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores superiores de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil.

Título I
Dos Princípios Fundamentais

Artigo 1º. A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
II - a cidadania;
III- a dignidade da pessoa humana;
IV- os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de seus representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Essas são, como sabemos, as primeiras palavras da Constituição que nos rege, e que foi assinada em 1988. Nelas podemos ver claramente quem é o soberano deste país: o povo. Nós: eu, tu, ele, nós.

Ontem, o atual Presidente da República nos ofendeu, de várias maneiras. Usando, naquele seu tom ora exaltado e furibundo, ora que se pretende irônico, termos escatológicos pouco recomendáveis para uma cerimônia oficial, além de palavras chulas para tentar explicar como devem se comportar, com a sociedade, as autoridades responsáveis pela condução da política econômica do país.

Do longo amontoado de hipérboles e comparações esdrúxulas, depreende-se que o Brasil está muito mal. Desta vez a comparação não foi com um jogador que bateu mal o pênalti, ou com um goleiro que entregou o time, desta vez a coisa ficou mais séria: era questão de saúde. Ao se comparar com um médico, o responsável pela condução do Brasil até 2010, deixou escapar que a situação do paciente é preocupante. Se não houvesse necessidade de esconder algo do brasileiro, nem à Sua Excelência ocorreria emitir opinião bastante controversa: que se deve enganar os pacientes.

Quando reclamamos do tratamento que ele nos dispensa, aparece logo um fervoroso militante para dizer que devemos respeito à instituição da Presidência da República e a seu ocupante. Evidentemente que sim. Para isso somos, e queremos ser, uma Nação Civilizada. Mas respeito é via de mão dupla. Ele que nos respeite, que nós o respeitaremos.

A maior prova que houve um tremendo desrespeito está na censura feita no site do Palácio do Planalto. Dizer que a expressão de baixíssimo calão usada por Sua Excelência estava inaudível é mentira tão cabeluda que até assusta. Se num caso desses, em que as palavras foram muito bem pronunciadas diante de microfones, o som perfeito, nenhuma interferência, querem nos convencer que o que foi dito não foi ouvido, imaginem aquilo que se passa longe dos microfones.

Não pensem que me move qualquer moralismo. Sou carioca e com idade para ser avó. Palavrões, já ouvi muitos, e já disse alguns. O mundo, desde meus verdes anos, mudou muito; palavrão, no cinema americano contemporâneo, é vírgula, é quase pausa para respiração dos atores. No cinema europeu quase todo é a mesma coisa. Na televisão brasileira então, nem se fala. Mas um Chefe de Estado, numa solenidade oficial, dentro de um dos templos da Cultura Brasileira como é o Palácio Gustavo Capanema, dizer o que esse senhor disse, isso é inédito até nos países mais liberados do mundo. É o tal do respeito à instituição da Presidência da República. Que tem que ser respeitada em primeiro lugar pelo Ocupante, que deve esse respeito ao Soberano.

Nós, como O Soberano que somos, vamos ensinar a ele e a seus adoradores como se faz, atentos, analisando, criticando, mas sempre respeitando. Nós, O Soberano, somos educados e civilizados."

Maria Helena Rubinato Rodrigues de Souza é colaboradora do Blog do Noblat, onde escreve semanalmente.

Marola S/A

Do Blog do Guto Cassiano

Ingrid Betancourt visita o Brasil

Em visita ao Brasil, Ingrid manteve encontro com o presidente Lula
A ex-senadora franco-colombiana e ex-refém Ingrid Betancourt disse, em entrevista, nesta sexta-feira (5) que a guerrilha das Farc, que a manteve refém durante seis anos, na Colômbia, só tem duas opções: se regenerar ou morrer. Ingrid, libertada pelos guerrilheiros após uma bem sucedida operação do Exército da Colômbia, em 2 de julho, esteve em São Paulo nesta sexta. Ela manteve um encontro com o presidente Lula, quando agradeceu a ele pelo apoio dado ao seu processo de libertação.

Ingrid disse que Lula fez muito pela sua libertação, mas de maneira discreta. Segundo ela, o apoio do presidente brasileiro foi decisório, pois ele tem uma invejável rede de contatos com os demais presidentes latino-americanos. Ingrid, que vive na França desde que foi libertada, disse ter entregue a Lula uma carta do presidente da França, Nicolas Sarkozy, na qual o francês elogia o brasileiro e diz que ele tem sido um "aliado extraordinário". A ex-refém criticou as Farc, dizendo que a guerrilha não tem um pensamento político. Ingrid disse que pretende permanecer seis meses afastada para escrever um livro de memórias. Confirmou que não almeja nenhum cargo político na Colômbia. Disse aspirar a uma política de "valores e princípios", não à política da "politicagem". A ex-senadora voltou a elogiar o presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, pela operação de resgate que a libertou, mas disse que tem divergências com ele. Segundo ela, Uribe só vê a via militar de enfrentamento com a guerrilha, enquanto ela acredita que existe um caminho social, que passa pelo resgate dos jovens hoje cooptados pelos guerrilheiros.

A colombiana disse que a operação de resgate, que ludibriou os guerrilheiros, foi "extraordinária", mas dificilmente poderia ser repetida. "A um cão, não se capa duas vezes", disse. Ela disse que não se sente mais insegura depois da saída do cativeiro, mas admitiu que ainda tem pesadelos.
Foto: AP

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sociedade mágico-fenomenista

Há um artigo muito interessante na Zero Hora de segunda-feira, 2 de dezembro, assinado pelo psiquiatra Montserrat Martins, em que aborda a questão da responsabilidade humana nas catástrofes que estão acontecendo em Santa Catarina e, por analogia, em qualquer lugar do mundo.

O articulista cita, inicialmente, a ambientalista Ana Echvenguá, para quem "a responsabilidade não é de São Pedro, é das autoridades que não tomaram medidas para prevenir a tragédia". Os desmatamentos nas encostas dos morros e na beira das estradas, a falta de escoamento para a água, entre muitas outras questões de planejamento, são obrigações dos governantes, já que dispomos de capacidade para prever, cientificamente, os riscos de tragédias decorrentes de fenômenos naturais.

Além da responsabilidade governamental, cabe aos cidadãos a ação participativa para evitar problemas que afetam o coletivo - a simples ação de jogar lixo nas ruas que concorre para o entupimento dos bueiros - é uma forma de negligência. Mais do que cobrar atitude governamental, precisamos cobrar de nós mesmos o que é necessário para melhorar essa situação, adverte o profissional. E segue seu raciocínio: "A vida requer evolução constante, pois não há como ser feliz, individual ou socialmente, sem desenvolvermos nossas capacidades de modo contínuo. e a responsabilidade é proporcional à capacidade de cada pessoa e de cada grupo social, de acordo com seus conhecimentos científicos."

O que mais chamou atenção no artigo é a analogia que o psiquiatra faz do desenvolvimento da civilização com o de uma criança, já que a maturação da inteligência atende a estágios evolutivos - do egocentrismo e imediatismo iniciais, até a compreensão de pertencer a um mundo complexo e interdependente - um longo processo é percorrido. Nas sociedades primitivas, explica o articulista, como nas crianças até dois anos, a inteligência é especialmente prática, tendente a resultados favoráveis e não ao enunciado de verdades. Logo após, se desenvolve o esboço de uma visão de mundo, quando a criança aprende a situar-se "como um objeto entre outros" e constrói as noções de tempo, espaço e causalidade, porém as causas ainda ficam circunscritas a explicações "mágico-fenomenistas".

Segue-se uma etapa de progresso do pensamento e da linguagem, dos dois aos sete anos, em que a criança desenvolve a capacidade simbólica, mas permanece a incapacidade de colocar-se no ponto de vista de outra pessoa bem como a impossibilidade de relacionar entre si diferentes aspectos ou dimensções de uma situação.

No estágio das operações concretas, observado dos sete aos 12 anos, a criança já é capaz de usar a lógica e o raciocínio, porém apenas para situações concretas. Após os 12 anos, instrumentalizado a operações formais, o indivíduo já domina o raciocínio abstrato e a capacidade de lidar com situações e contextos complexos, o que possibilita pressentir e prevenir situações potencialmente de risco.

Eis o nó da questão! O articulista pergunta: "Em que estágio da evolução está uma sociedade que, dispondo de amplas informações científicas, permite uma tragédia como essa (em Santa Catarina), que evidencia a falta de estrutura em cidades e estradas para chuvas mais intensas? Em que grau de egocentrismo imediatista estão nossos representantes públicos e a nossa própria sociedade como um todo, quando ainda expressamos o pensamento mágico de que a culpa é da chuva?"

Parece que continuamos na etapa das explicações "mágico-fenomenistas"!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

A noite em que a lua sorriu

O céu “sorriu” para os moradores do Hemisfério Sul nesta segunda-feira à noite, quando Vênus e Júpiter se alinharam sobre a lua crescente formando um rosto sorridente, com Vênus como o olho esquerdo, e Júpiter o direito.
O fenômeno - uma conjunção de Vênus e Júpiter, visível ao pôr do Sol - Júpiter mais alto no céu, na direção do poente. O mais brilhante do par é Vênus, mas a diferença é bem pouca. Aliás, tirando a Lua (e o Sol, claro), Vênus e Júpiter são os objetos mais brilhantes do céu.

O astrônomo Nick Lomb, do Observatório de Sydney, na Austrália, anunciou, antes do fenômeno, que os objetos mais brilhantes do céu noturno iriam aparecer juntos.

A melhor área de observação ocorreu no oeste da Austrália, onde os planetas pareciam estar “mais perto” da lua e pôde ser vista a olho nu, mesmo na cidade.

A última vez que um fenômeno semelhante foi visto no Hemisfério Sul foi há mais de 10 anos, segundo o jornal britânico Daily Mail. O sorriso não deve aparecer de novo no céu até 2036.
Aliás, para quem gosta de Astronomia, há um excelente blog no G1, o Observatório, de Cássio Barbosa, que traz informações simples, claras, em linguagem bem-humorada e imagens lindíssimas do Universo. Vale a pena conferir - http://colunas.g1.com.br/observatoriog1/

Fonte: BBCBrasil

domingo, 30 de novembro de 2008

Saramago: 'Não sou pessimista. O mundo é que é péssimo'

De passagem no Brasil para inaugurar a exposição A Consistência dos Sonhos e lançar seu mais recente romance, A Viagem do Elefante (Cia das Letras), o escritor português José Saramago mostrou, na terça-feira, que o pessimismo tomou conta de seus sonhos. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura em 1998, Saramago falou com jornalistas por mais de uma hora no Consulado de Portugal. A certa altura da conversa, declarou: “Não sou pessimista. O mundo é que é péssimo."

Para o autor de Ensaio Sobre a Cegueira, não há alternativas políticas, e a esquerda não está organizada. Hábil com as palavras, em vez de responder perguntas, Saramago elaborava questões. “Nessa longa história da humanidade, em que ponto tomamos uma direção errada que nos levou ao desastre que estamos hoje, do qual somos responsáveis? A literatura pode salvar o mundo? Mas salvar o mundo como? Principalmente depois de tudo o que já se escreveu. Como não conseguimos mudar o rumo de nossas vidas?” Depois de instaurar a perplexidade, o escritor continuou as provocações, sinalizando que a saída é a transformação individual — para mudarmos a vida, é preciso mudarmos de vida. “Quantos delinqüentes existem no mundo? A violência já atingiu o nível da barbárie. A corrupção chegou a tal ponto que é um problema de linguagem”, afirmou.

“A palavra bondade hoje significa qualquer coisa de ridículo. É preciso conquistar, triunfar. Ninguém se arrisca a dizer que seu objetivo é ser bom. Querer se bom em uma época como esta é se apresentar como voluntário para a eliminação. Como chegamos a isso?”, acrescentou Saramago. A Viagem do Elefante é, entre tudo o que escreveu, a obra em que há mais humor, disse o escritor. “A história pedia isto. Mesmo eu tendo parado de escrever o livro quando fiquei doente, não deixei em nenhum momento que transparecesse na obra que se tratava de um livro de um escritor à beira da morte." O lançamento do livro, com a presença de Saramago, aconteceu na quarta-feira, na Academia Brasileira de Letras, no Rio, e na quinta-feira (27), no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo, com uma leitura da atriz Sandra Corveloni.

Saramago se lembrou de um tempo em que a literatura brasileira era tão conhecida em Portugal quando à literatura portuguesa. “Agora desapareceu. Não sei por quê. O governo ou as editoras deveriam fazer algo. Mas creio que Portugal está muito bem representado em termos de literatura no Brasil e seria certo reequilibrar isso."

A Consistência dos Sonhos — exposição que reúne mais de 1.200 documentos de Saramago, entre manuscritos, primeiras edições, agendas, fotos e material audiovisual — foi organizada por Fernando Gómez Aguilera. Após dois anos de pesquisa entre o acervo e acesso a todo o material do escritor, Aguilera selecionou as preciosidades que retratam a vida e o trabalho do escritor. A mostra foi inaugurada para convidados na noite de 28 de novembro, com a presença de Saramago, e fica em cartaz no Instituto Tomie Ohtake até 15 de fevereiro, com entrada franca.

Fonte: Vermelho