Informa
o o site do
Wall Street Journal – Américas, por Suzane
Kapner e Paulo Trevisani que para evitar ladrões
sofisticados, os caixas eletrônicos estão ficando com cara de ficção
científica.
Tentando
acabar com caixas eletrônicos explodidos e com o roubo de informações para
clonagem de cartões, fabricantes desse equipamento que achamos tão prático e
dispensa a demorada visita aos bancos estão construindo máquinas em que não há
contato físico com o usuário, já que armazenam dados em servidores longe do
ponto de atendimento e até mantêm o dinheiro à distância.
A
Diebold Inc. trabalha numa máquina que usa a chamada computação "em
nuvem" para armazenar informação de forma remota, reduzindo o risco de que
alguém acesse dados de clientes arquivados no computador da máquina. A NCR
Corp. lançou um modelo que identifica os clientes lendo o desenho das veias de
suas mãos. E a Itautec SA está finalizando um protótipo que permite efetuar
transações usando gestos — tornando possível manter a máquina por trás de vidro
à prova de balas.
"A
ideia é que, se você não pode tocar a máquina, ela vai ser mais difícil de
assaltar", disse Mauricio Guizelli, diretor comercial de operações
bancárias da Itautec.
Resta
saber se o novo esforço tecnológico vai vingar, pois chega quando muitos bancos
estão reduzindo custos, e podem não estar inclinados a investir em máquinas
novas.
Há
muito em jogo. Autoridades e especialistas em diferentes países dizem que hoje
se rouba mais dinheiro através de fraude eletrônica que dá aos criminosos
acesso a dados de correntistas, do que por meio de assalto a bancos. Um método
comum de fraude é o uso de um mecanismo copiador, popularmente conhecido como
"chupa-cabra", que os fraudadores instalam no caixa eletrônico para
copiar os dados do cartão e usar a informação para acessar a conta do usuário.
Segundo
a Federação Brasileira de Bancos, um caixa eletrônico pode conter de R$ 100.000
a R$ 150.000, de modo que explodir um para pegar o dinheiro pode ser melhor
negócio do que assaltar um banco. A equivalente americana da Febraban estima
que, num roubo de caixa eletrônico, os ladrões levem dez vezes mais dinheiro do
que se assaltassem uma agência.
Os
primeiros caixas eletrônicos surgiram em 1971, e hoje chegam a milhões de
máquinas ao redor do mundo. Um caixa eletrônico custa, em média, cerca de US$
20.000, segundo analistas.




